Agronegócio
SAFRA ALAGOANA DEVE REGISTRAR AUMENTO DE 121%, ESTIMA IBGE
O produto que deve ter maior alta de produção na safra alagoana é o milho, com crescimento de 183,2%
A safra de grãos de Alagoas deve registrar alta de 121,8% este ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na semana passado pelo (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é que a safra alagoana alcance 233.054 toneladas, ante 105.057 em 2022.
De acordo com o IBGE, o produto que deve ter maior alta de produção na safra alagoana é o milho, com crescimento de 183,2%, saindo de 58.368 toneladas para 165.271 toneladas. Logo em seguida aparece o feijão, com alta estima em 127,2%, saindo de 9.512 toneladas para 21.615 toneladas.
Já as maiores reduções ficam com o algodão, que deve ter queda de 98,8% na safra, saindo de 1.964 toneladas em 2022 para 23 toneladas este ano. Logo após aparece a mandioca, que deve ter recuo de 25,8% na produção, saindo de 641.383 toneladas para 475.817 toneladas.
Quando o assunto é área plantada, os dados mostram que a soja deve ganhar cada dia mais espaço em Alagoas. A estimativa é que a área destinada ao plantio de soja em Alagoas aumente 42,5%, saindo de 4.066 hectares para 5.795. Já os campos de algodão devem perder quase todo seu espaço, com recuo de 95,9%.
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Em nível nacional, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deve registrar novo recorde em 2023, totalizando 313,3 milhões de toneladas. Trata-se de um valor 19,0% maior ou mais 50,1 milhões de toneladas do que a obtida em 2022 (263,2 milhões de toneladas).
A área a ser colhida este ano deve ser de 77,5 milhões de hectares, 5,8% maior do que a área colhida em 2022 (aumento de 4,3 milhões de hectares), e 0,6% maior que a estimativa de julho.
Frente a 2022, houve altas de 25,8% para a soja, de 10,0% para o algodão herbáceo (em caroço), de 38,8% para o sorgo, de 16,0% para o milho, com aumentos de 10,9% no milho na 1ª safra e de 17,5% no milho na 2ª safra, e de 8,2% para o trigo, enquanto para o arroz em casca, houve decréscimo de 5,5%.
As estimativas de produções da soja (150,3 milhões de toneladas), do milho (127,8 milhões de toneladas, sendo 28,2 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 99,6 milhões de toneladas de milho na 2ª safra), do trigo (10,9 milhões de toneladas) e do sorgo (4,0 milhões de toneladas) têm expectativa de recorde.
A produção do trigo também pode vir a ser recorde caso se mantenham as condições climáticas favoráveis. O gerente do LSPA, Carlos Barradas, observa que o trigo ainda está no campo e muitos fatores podem impactar a produção, mas, por enquanto, tudo leva a crer que será produção recorde, apesar de ajustes nos estados produtores.
“O Paraná reduziu 1,8% a estimativa em relação ao mês anterior, mas apresentou crescimento de 32,7% em relação à 2022. O Rio Grande do Sul apresentou, em agosto, um declínio de 9,1% nas estimativas em relação a 2022, mas a safra do estado no ano passado foi um recorde, atingindo 5,3 milhões de toneladas. Esse declínio é até pequeno, pois a base de comparação foi elevada. O cenário, até o momento, é positivo, precisamos de pouco tempo para consolidar essa safra boa de trigo”, diz Barradas.
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as cinco Grandes Regiões: a Região Sul (26,6%), a Centro-Oeste (19,4%), a Sudeste (8,9%), a Norte (21,2%) e a Nordeste (7,7%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos a Região Norte (4,1%), a Região Nordeste (0,3%), a Região Centro-Oeste (1,6%) e a Região Sudeste (3,9%). A Região Sul apresentou estabilidade (0,0%).
O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,6%, seguido pelo Paraná (14,8%), Goiás (10,1%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,9%) e Minas Gerais (6,2%), que, somados, representaram 80,0% do total. Com relação às participações das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (49,8%), Sul (26,6%), Sudeste (9,7%), Nordeste (8,7%) e Norte (5,2%).