Turismo
ALTA TEMPORADA 23/24 DEVE INJETAR R$ 2 BI NA ECONOMIA ALAGOANA
A temporada de Cruzeiros em Alagoas também será a maior da história, com 11 navios e 30 paradas no Porto da capital alagoana
Mais de 1 milhão de turistas devem passar pelo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, entre os meses de dezembro de 2023 e março de 2024, conforme previsão da Secretaria de Estado do Turismo (Setur). Nesta temporada, o movimento de turistas no estado deve injetar a quantia de R$ 2 bilhões na economia alagoana.
A temporada 22/23 já havia alcançado números inéditos no setor e a próxima não será diferente. A expectativa é que essa marca seja ultrapassada com o incremento dos 43 voos extras, captados pela Setur em parceria com o trade turístico. Esses fretamentos aumentarão ainda mais o fluxo de visitantes para Alagoas.
Atrelado ao aumento da demanda, a ampliação de 70% da capacidade do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, entregue em julho deste ano, veio para agregar e dar suporte tanto à parte operacional quanto à estrutura, que atenderá a demanda histórica da melhor forma.
CRUZEIROS
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A temporada de Cruzeiros em Alagoas também será a maior da história: serão 11 navios e 30 paradas na capital alagoana, um aumento em 57% no número de embarcações e 50% em paradas em relação à temporada anterior. A estimativa da Associação Internacional de Linhas de Cruzeiros é de que cada turista a bordo dos navios, quando desce em cada parada, gasta R$ 606 na cidade. Estimando que cada embarcação possui uma média de 3 mil passageiros, a expectativa é que mais de R$ 70 milhões sejam injetados na economia alagoana por este público.
Alagoas conta com 45 mil leitos em diversos empreendimentos de hospedagem, e o setor está em plena expansão. Ao todo, 16 unidades estão em construção e devem agregar mais outros quatro mil leitos até 2025 no estado.
O trade turístico possui atualmente mais de 800 empreendimentos de hospedagens, emprega mais 40 mil pessoas de forma direta e gera mais outros 120 mil empregos indiretos em Alagoas.
PAÍS
Em todo o País, a temporada de cruzeiros será responsável por injetar R$ 3,9 bilhões na economia do país e gerar 48 mil empregos. A estimativa do Ministério do Turismo e da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil) tem como referência o aumento da oferta de roteiros: serão 203 envolvendo dezenas de destinos nacionais, além de mais de 840 mil leitos para os passageiros.
O setor vem aguardando ansioso por esta nova temporada, visto o sucesso registrado na última, finalizada em abril. A ministra do Turismo, Daniela Carneiro, reforça a importância dos cruzeiros que movimentam não só a economia nacional, mas, principalmente a geração de renda e emprego locais. “Vai além do lazer e do turismo, pois os cruzeiros desempenham um papel crucial na economia global, gerando empregos, impulsionando o comércio local e promovendo o desenvolvimento de destinos turísticos. Além disso, eles proporcionam aos passageiros uma oportunidade única de explorar diferentes lugares, culturas e experiências, criando memórias duradouras e fortalecendo os laços entre as pessoas ao redor do país”, disse.
Ao todo, serão nove navios que partirão dos portos de Itajaí (SC), Maceió (AL), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), além do estreante Porto de Paranaguá (PR) e percorrerão por 203 roteiros (crescimento de 10%), com 728 escalas (5% de aumento).
A Temporada 2023/2024 também reforça o retorno do Brasil como rota de importantes companhias marítimas internacionais, com 35 navios de longo curso, que farão paradas em 45 destinos localizados em 15 Estados brasileiros, como Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Rio Grande do Sul.
No total, serão 19 destinos, nacionais e internacionais. Os navios passarão por Angra dos Reis, Balneário Camboriú (SC), Búzios (RJ), Cabo Frio (RJ), Fortaleza (CE), Ilha Grande (RJ), Ilhabela (SP), Ilhéus (BA), Porto Belo (SC), Recife (PE), incluindo Buenos Aires (Argentina), Montevidéu e Punta del Este (Uruguai), assim como por portos de embarque e desembarque, além da possibilidade de escalas-teste em Penha e em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e do trabalho um pouco mais de longo prazo para viabilizar outras cidades, como Vitória (ES).