Economia
Empresas aceitam negociar corre��o de cr�ditos com Uni�o
As companhias aéreas estão dispostas a negociar a correção dos créditos que têm a receber da União para promoverem um encontro de contas com o governo. A informação é do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, que promoveu ontem um encontro de mediação com os presidentes das empresas Varig, Vasp e TAM e o vice-presidente da República, e ministro da Defesa, José Alencar. ?Eles [os presidentes das companhias aéreas] estão dispostos a abrir mão para facilitar a negociação?, disse Vidigal ao informar que a discussão a partir de agora irá girar principalmente em torno do índice a ser escolhido para a correção dos créditos. Com a manifestação favorável ao acordo feito por José Alencar, o presidente do STJ sugeriu que o governo crie uma comissão interministerial para levantar os números em discussão e negociar o encontro de contas. Questionado sobre o prazo para o fim dessa negociação, Vidigal afirmou que se estivesse no comando dos trabalhos gostaria de ver o assunto resolvido em 30 dias, mas que isso é um assunto a ser tratado pelo Executivo. Alencar, no entanto, não comentou sobre prazos para o desfecho das negociações. Pelos cálculos da Wald Associados, escritório de advocacia que representa as empresas, os créditos sem correção com a União seriam de R$ 2,2 bilhões para a Varig, R$ 92,4 milhões para a Rio Sul, de R$ 18,8 milhões para a Nordeste, R$ 2,2 bilhões para a Vasp e R$ 170,5 milhões para a TAM. No caso da TAM, no entanto, como a empresa não tem débitos com a União para promover o encontro de contas, como acontece com as outras empresas, a companhia se compromete em reinvestir os valores recebidos no setor, segundo informações do STJ. Querelas ao defender um encontro de contas entre a União e as companhias aéreas, Vidigal afirmou que o acordo é de ?interesse nacional, das contas públicas e do bolso de cada um de nós?.