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Brasil eleva al�quota de insumos

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Para compensar a inclusão de 15 produtos siderúrgicos na lista de exceções da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, dois insumos agrícolas tiveram suas alíquotas de Imposto de Importação (II) dobradas. A decisão foi tomada ontem pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). A pedido do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu a zero a alíquota do imposto de importação (II) de 15 tipos de aço. Esses produtos têm hoje uma alíquota de importação entre 12% e 14%. A partir de agora, eles vão integrar a lista de exceções da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. O Brasil tem direito a ter uma lista de exceções de 100 produtos e pode trocar 20 produtos desta lista a cada seis meses. É o que faz agora, incluindo os 15 tipos de aço, produtos da área siderúrgica. Por outro lado, foram retirados da lista 15 produtos da área industrial, agrícola e de saúde. ?(No caso da Agricultura), optamos por elevar a alíquota de produtos que tiveram, no ano passado, os menores valores em termos de comércio?, comentou o coordenador-geral de acordos multilaterais do Ministério da Agricultura, Luiz Carmona. Ele explicou que, num grupo de 10 fertilizantes que fazem parte da lista de exceções do Mercosul, optou-se por elevar a alíquota de um tipo que é usado de forma esporádica e em pequenas quantidades nas lavouras. ?Os gastos com a importação do fertilizante que teve a alíquota elevada somaram, no ano passado, menos de 1% do total da lista?, comentou o técnico. A alíquota de importação para o fertilizante passou de 2% para 4%. No total, os gastos com importações de fertilizantes que integram a lista de exceção do Mercosul somaram US$ 1,391 bilhão em 2004. Outro insumo que teve a alíquota elevada foi de um tipo de acaricida (para controle de ácaros). A alíquota para importação do defensivo subiu de 4% para 8%, definiu a Camex.

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