Economia
Taxistas acusam postos de forma��o de cartel
O Sindicato dos Taxistas de Alagoas vai denunciar postos de abastecimento de gás natural veicular (GNV) do Estado por formação de cartel no Ministério Público. O processo será movido na próxima sexta-feira, sob a alegação de que os postos estão praticando o mesmo preço, inibindo a livre concorrência de mercado. ?Desde março do ano passado, a Algás, fornecedora dos postos, só promoveu um reajuste. Os postos, por sua vez, promoveram seis reajustes, que somam 91% de aumento de preços?, diz Ubiraci Corrêa, presidente do sindicato dos taxistas. ?Os preços são os mesmos porque os custos são semelhantes?, afirma Mário Jorge Uchôa, presidente do Sindicombustíveis, que representa os donos de postos. Segundo ele, o preço do gás veicular não está atrelado ao valor repassado pelo fornecedor. Mas também pela incidência da alíquota de ICMS, ao preço que é repassado pelas distribuidoras de combustíveis e, no caso do GNV, especificamente, o aumento de insumos como energia elétrica. ?O Sindicombustíveis não pode interferir nos preços de mercado. Mas não se pode subestimar os custos, como no caso de energia, que é muito utilizado pelos compressores dos postos de abastecimento de gás veicular?, diz.