Economia
Queda do d�lar permitiu redu��o de tarifas da Gol
A desvalorização do dólar frente ao real foi a principal responsável pela queda dos preços das passagens aéreas, explica o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior. Um dia após anunciar reduções de até 56% no preço das passagens, a Gol divulgou lucro líquido recorde em 2004. Ela lucrou R$ 384,7 milhões, 119,3% superior aos R$ 175,4 obtidos no ano anterior. A receita somou R$ 2 bilhões e a margem operacional foi de 29,4%. ?No anúncio dos resultados do terceiro trimestre de 2004, eu já comentava sobre uma possível redução dos custos, por causa do câmbio. Durante a alta temporada não era momento de reduzir as tarifas. Agora, esse realinhamento dos preços nos permitirá manter o círculo virtuoso estabelecido por nosso modelo de negócios, com tarifas menores, custos menores e maior ocupação?, afirmou Oliveira. Segundo Richard Lark, diretor de relações com os investidores da Gol, cerca de 50% dos custos da companhia são atrelados ao dólar, por causa do combustível e do arrendamento de aeronaves. Parte desses custos está assegurada por operações de hedge. Com isso, a Gol assegura sua margem de lucro em curto prazo, de acordo com Lark. Para 2005, a empresa prevê margem de lucro operacional entre 26% e 28%. Outra previsão da empresa é atingir receita líquida de R$ 2,8 bilhões este ano. Esse valor é 43% maior do que a receita de 2004. Para o câmbio, a empresa ainda mantém a estimativa de dólar até R$ 3,14, valor que foi previsto no ano passado. ?Até 2009, esperamos contar com uma frota de 63 aviões. Acreditamos que a economia brasileira está mais forte e o câmbio mais estável?, afirma Oliveira. A frota da Gol atualmente é de 29 aeronaves, sendo 27 em operação, uma em manutenção e uma de reserva. Até junho, outros sete aviões estarão em vôo. A empresa tem 26 pedidos firmes de aviões feitos à Boeing, que serão entregues entre 2006 e 2010. ?Com a entrada de novos aviões, vamos expandir a rede e garantir nossa lucratividade?, afirma Oliveira. Até maio, a companhia pretende estrear sua segunda rota internacional, para a Bolívia.