Agropecuária
ALAGOAS INICIA 5ª ETAPA DA VACINAÇÃO CONTRA PESTE SUÍNA
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Alagoas deu início nesta segunda-feira (30), a quinta etapa de vacinação contra a peste suína clássica. Esta etapa – que engloba a imunização de animais de todas as idades – é fiscalizada pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), segue até o dia 12 de dezembro.
De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri), Alagoas é o primeiro dos 11 estados da zona não livre da doença que aderiu ao projeto-piloto do Ministério da Agricultura, numa parceria público-privada entre o Governo do Estado, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, entre outros parceiros.
Na última etapa foram vacinados 138.519 animais, em mais de 5 mil propriedades, realizando a maior cobertura vacinal da campanha.
O estado também é pioneiro ao aportar recursos para imunização a custo zero para os criadores, em sua grande maioria agricultores familiares. Nesta etapa foram aportados mais de R$ 400 mil para a imunização dos animais.
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A Peste Suína Clássica é uma doença viral e altamente contagiosa, que afeta suínos domésticos e asselvajados, não sendo transmissível aos humanos. Os principais sintomas nos animais são febre alta, lesões avermelhadas na pele, conjuntivite, falta de apetite, fraqueza, diarreia e aborto.
O trabalho de imunização está sendo realizado, e para que Alagoas conquiste o status de zona livre da Peste Suína Clássica, podendo chegar a não obrigatoriedade da vacina nos animais, é importante a adesão de todos os criadores. A imunização fortalece a suinocultura alagoana, garantindo a saúde dos animais e oportunizando aumento no desempenho produtivo, além de assegurar a abertura de mercados para comercialização da carne suína e produtos da cadeia produtiva.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, atualmente o Brasil é dividido em duas zonas: a zona não livre da doença, que além de Alagoas, conta com outros dez estados brasileiros: Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.
E a zona livre, que incorpora 15 estados brasileiros e o Distrito Federal (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, DF, RJ, ES, BA, SE, TO, RO e AC) e não registra ocorrência da doença de peste suína clássica desde janeiro de 1998. A zona livre concentra mais de 95% de toda a indústria suinícola brasileira e é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), onde a vacinação é proibida.
Os limites entre as zonas livre e não livre de PSC são protegidos por barreiras naturais e postos de scalização, onde procedimentos de vigilância e mitigação de risco para evitar a introdução da doença são adotados continuamente.