Economia
D�lar fecha em alta de 0,18% cotado a R$ 2,72
O dólar subiu pelo quinto pregão consecutivo e fechou valendo R$ 2,718 na compra e R$ 2,720 na venda, com 0,18% de valorização. Em cinco dias, a alta acumulada foi de 2,37%. Depois de ter caído mais de 2% pela manhã, o risco-país brasileiro subia 1,27% no final da tarde, aos 397 pontos-base. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não teve fôlego para sustentar um movimento de alta e fechou em queda de 1,72% ontem, com o Índice Bovespa em 28.074 pontos. O volume financeiro foi de R$ 1,859 bilhão. Com esse resultado, a bolsa paulista encerrou a semana em queda de 3,8%. Ações Segundo Maurício Gallego, gestor de renda variável da corretora Concórdia, a deterioração do cenário internacional tirou o apetite dos investidores pelas ações brasileiras. Ele ressalta que a alta de 0,19% da Bovespa na véspera foi bastante influenciada pelo desempenho individual das ações da Brasil Telecom, que repercutiam a saída do Opportunity do fundo CVC, controlador da empresa. Não fossem essas ações, diz a bolsa, teria caído. ?O mercado começou o dia animado com o cenário externo positivo, mas quando as coisas pioraram por lá, nosso mercado não teve força para se sustentar. Mesmo com a queda, foi importante o fato de o Ibovespa ter se mantido no patamar dos 28 mil pontos?, disse Gallego. O analista afirma que o mercado tenderá a ficar mais cauteloso a partir da próxima semana, quando acontece a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na semana seguinte, acontece o vencimento do mercado de opções, outro fator que pode gerar maior volatilidade. Dólar BC comprou recursos diretamente dos bancos por R$ 2,705 (-0,37%), cotação próxima da praticada no mercado. Segundo operadores, a quantia adquirida não chegou a ser expressiva, mas contribuiu para reduzir ainda mais a liquidez no período da tarde. A alta do acumulado da semana leva em conta, em grande parte, os leilões do BC, que compra dólares nos mercados à vista e de derivativos. Desde que começou a promover leilões semanais de ?swap? reverso (no qual troca dívida em dólar por dívida em juros), o BC já eliminou US$ 8,7 bilhões de sua dívida cambial. Se mantiver o ritmo, vai liquidar seu endividamento em moeda estrangeira no final de abril. Uma das dúvidas do mercado é saber se o BC continuará com os leilões, como forma de garantir a sustentação dos preços do dólar. Petróleo As cotações do barril de petróleo voltaram a fechar acima dos US$ 54 no mercado americano, impulsionados pela previsão maior de crescimento da demanda mundial da Agência Internacional de Energia (EIA). Em Nova York, o preço do barril do óleo leve fechou em alta de US$ 0,89 cotado a US$ 54,43. Em Londres, o barril do petróleo tipo Brent (referência mundial) subiu US$ 0,44 para US$ 53,10.