Economia
Avi�o m�dio dar� lideran�a � Embraer
A fabricante brasileira de aeronaves Embraer está entrando num nicho ignorado pelas duas maiores empresas do setor, a Airbus e a Boeing, que pode fazê-la deixar para trás sua principal concorrente direta, a canadense Bombardier, segundo uma reportagem publicada ontem pelo New York Times. A Embraer está produzindo quatro modelos de jatos, de 70 a 118 lugares, para o mercado de vôos nacionais, que pede aviões menores do que os usados em viagens internacionais. Segundo a reportagem, o modelo 190, de 100 assentos, por exemplo, deve mudar o mercado americano de aviação para as empresas de baixo custo, ao proporcionar viagens mais baratas para cidades menores nos Estados Unidos. A companhia americana JetBlue, que inspirou por todo o mundo empresas com filosofia de baixo custo como a Gol, será a primeira a usar o Embraer 190. A companhia já tem 100 aeronaves encomendadas até 2011, opção de compra de outras 100, e pretende botar sete delas no ar até o fim deste ano. A Air Canada planeja comprar 60 novos aviões da Embraer. Na Europa, a italiana Alitalia, a alemã Cirrus Airlines e a finlandesa Finnair já começaram a usar, ou encomendaram, o modelo 170 da empresa. A US Airways já utiliza 22 Embraer 170, uma versão de 72 assentos do modelo 190. Nos próximos 20 anos, o número de pedidos pela nova aeronave pode ultrapassar os 5.800, diz o jornal americano. A Embraer ainda tem 343 pedidos firmes pelo novo avião. Vasp A juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) de São Paulo, manteve a intervenção na Vasp que havia sido decretada na semana passada pela 14ª Vara do Trabalho de São Paulo. A Vasp, seu presidente Wagner Canhedo e outros sete réus haviam pedido a cassação da decisão. A 14ª Vara também determinou o bloqueio dos bens de Canhedo e de seus parentes e sócios em outras empresas. De acordo com a juíza, os princípios para a concessão da liminar, que é ?a urgência em face de prejuízo presumível e iminente?, estão mantidos já que a situação dos empregados da Vasp é de ?notória calamidade pública?. A decisão da 14ª Vara atendeu à ação movida pelo Ministério Público do Trabalho de São Paulo e pelos sindicatos nacionais dos Aeroviários e dos Aeronautas, que querem garantir o pagamento do passivo trabalhista da empresa, que não deposita os salários de cerca de 2.000 funcionários desde dezembro. Estima-se em R$ 75 milhões o valor da dívida trabalhista da Vasp. Os advogados da Vasp também ajuizaram no Tribunal Superior do Trabalho (TST) pedido de liminar para impedir o prosseguimento da intervenção judicial na empresa, decretada na semana passada pela 14ª Vara do Trabalho de São Paulo. O TST ainda não se manifestou.