Economia
Brasil intensificar� a��es contra protecionismo
Brasília - Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Austrália e Nova Zelândia, países que formam a Aliança Láctea Global (ALG), decidiram que vão intensificar ações contra o protecionismo no mercado internacional de laticínios. O objetivo é lutar, na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), por melhoria no acesso a mercados, eliminação de subsídios à exportação e redução de subsídios à produção em países desenvolvidos. ?A ação nesses três pilares é importante, porque somos extremamente competitivos em uma situação em que o mercado não apresente distorções, o que não ocorre atualmente?, explica o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNPL/CNA), Rodrigo Alvim. A estratégia de ação do setor lácteo foi adotada esta semana, em reunião da ALG realizada em Santiago, Chile, com participação da CNPL/CNA. Reunião As medidas solicitadas pelo setor lácteo serão apresentadas em reunião do grupo de Cairns que ocorre em 30 de março em Cartagena, Colômbia. No encontro do Grupo de Cairns, a Aliança Láctea Global vai apresentar dados mostrando que a eliminação das distorções do comércio mundial agropecuário é essencial para o desenvolvimento social e econômico de muitos países. Rodrigo Alvim destacou que os países integrantes da ALG investiram, nos últimos anos, em aprimoramento de produção leiteira e hoje têm potencial e competitividade para serem grandes pólos da produção de leite. Mas enfrentam dificuldades para a plena atuação no setor, devido ao protecionismo adotado por muitos países. Ele lembra, ainda, que os recentes julgamentos de casos sobre o mercado de açúcar e algodão na OMC provam que há espaço para discussão sobre melhoria nas condições de comercialização global de lácteos. A ALC representa 1,5 milhão de produtores de leite, responsáveis por uma produção de 60 bilhões de litros anuais.