Economia
Brahma vira marca mundial e ser� vendida em mais 15 pa�ses
A cervejaria InBev, resultado da fusão da belga Interbrew com a brasileira AmBev, anunciou ontem que vai transformar a marca brasileira Brahma em um produto global. A cerveja brasileira, que tem participação de mercado significativa em outros países da América Latina, passará a ser comercializada em mais 15 países: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Rússia, Ucrânia, França, Espanha, Malta, Chipre, Itália, Espanha, Bélgica, Portugal, Luxemburgo e Holanda. Para analistas do setor, o lançamento representa o primeiro sinal visível de cooperação entre a Interbrew e a AmBev, que anunciaram a fusão de seus negócios no ano passado, criando a segunda maior cervejaria do mundo em faturamento e a maior em volume de vendas. Até agora, as outras duas marcas mundiais da InBev eram de propriedade da antiga Interbrew: a belga Stella Artois e a alemã Beck?s. ?O lançamento global [da Brahma] alavanca nossa força e alcance como maior cervejaria do mundo [em volume vendido] e mostra nosso objetivo de sermos também a melhor do mundo?, afirmou o chefe-executivo da InBev, John Brock. Concorrência A Brahma será promovida mundialmente com campanhas que vão relacioná-la com o ?estilo apaixonado e despreocupado das praias brasileiras?. Com isso, a cerveja deverá brigar no mercado com as bem-sucedidas cervejas mexicanas Corona e Sol. A Brahma começará a ser vendida como marca global no próximo mês. A InBev espera comercializar a cerveja ao redor do mundo até o final do ano. Desde o ano passado, a cervejaria cogitava lançar a marca mundialmente. Com sede em Leuven (Bélgica), a InBev registrou no ano passado lucro de 719 milhões de euros (R$ 2,580 bilhões). Já o volume de vendas da empresa cresceu 57%, para 153,7 milhões de hectolitros, devido principalmente à fusão da cervejaria belga com a brasileira. A cerveja Brahma passará a ser produzida também na Rússia e na Bélgica, sob contratos de licenciamentos. A AmBev informou que serão produzidas unidades de 330 ml e de 500 ml na Rússia. Na Bélgica, a produção contemplará unidades de 330 ml. Na Europa, a garrafa da long neck vai custar entre 3 e 4 euros, ou seja, de R$ 10,77 a R$ 14,36 considerando a cotação do euro de ontem, em torno de R$ 3,59. A internacionalização da Brahma, de acordo com o chefe-executivo da InBev, não terá impacto nos resultados da companhia antes de três ou quatro anos. Ele afirmou que todos os royalties arrecadados com as operações no exterior serão reinvestidos nos novos mercados.