Economia
Hoteleiros esperam ocupa��o de 95% durante feriado santo
FÁTIMA ALMEIDA O trade turístico está animado: Maceió está lotada para a Semana Santa. A perspectiva, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Márcio Coelho, é de que cerca de 15 mil turistas circulem na grande Maceió, de hoje a domingo. ?Isto representa cerca de 95% da ocupação hoteleira?, diz ele. No ano passado a taxa de ocupação ficou entre 70% e 80%. O impulso, segundo Coelho, é resultado da Parceria Público-Privada (PPP), que começa a redesenhar o sucesso do turismo em Alagoas, por meio de ações e prioridades definidas no Fórum Estadual de Turismo, do qual participam 61 representações governamentais e não-governamentais. É no fórum que se discute, por exemplo, onde serão aplicados os recursos liberados pela Embratur. Em reunião extraordinária realizada ontem decidiu-se sobre os valores a serem investidos nos destinos nacionais e internacionais, campanhas publicitárias, captação de turistas, eventos e novas demandas. ?Estamos recebendo esta semana 600 estudantes portugueses. Sabemos que eles têm essa tradição de uma viagem internacional na conclusão de curso e captamos para Alagoas. Em abril vamos receber o primeiro vôo da Terra Brasil e 250 agentes de viagem e jornalistas europeus para conhecer nosso potencial turístico. Estamos caminhando rumo ao crescimento?, comemora Márcio Coelho. Dos R$ 800 mil liberados recentemente pela Embratur, R$ 150 mil serão aplicados, segundo decisão do fórum, em uma campanha para vender Maceió como o destino ideal para casais em lua-de-mel. Haverá investimentos também em campanhas voltadas para os países do Mercosul e da Europa. Os participantes defenderam, também, investimentos para melhor aproveitamento do potencial de ecoturismo, presente nas nossas várzeas, áreas de proteção ambiental, Reservas Privadas de Patrimônio Natural (RPPN), reservas florestais, e até no Sertão, com suas histórias e caatingas. Mas nem tudo são flores nas rotas turísticas do Estado. As últimas mobilizações dos sem-terra, por exemplo, têm trazido alguns prejuízos para o setor. Há poucos dias, segundo Márcio Coelho, 12 ônibus que iam de Maceió para Maragogi tiveram que retornar de Porto Calvo, por causa de uma manifestação do MLST que bloqueou algumas rodovias alagoanas. ?A queima do carro do Incra no centro de Maceió teve repercussão internacional. Milhares de agentes ligaram para saber se era seguro vender pacotes para Alagoas. Isso prejudica muito a imagem do Estado como destino turístico e o trabalho das operadoras?, destaca o presidente da ABIH.