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Nova safra de empresas chega � Bovespa em 2005

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Uma nova safra de empresas chega à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em 2005, pegando carona nos bem-sucedidos lançamentos de 2004. Em busca do sucesso conquistado por companhias como Natura, Gol e Porto Seguro, estão chegando à Bovespa neste ano a loja virtual Submarino e a locadora de veículos Localiza Rent a Car. Quem saiu na frente em 2005 foi a exportadora Renar Maçãs, que ingressou na bolsa em fevereiro último. Outras empresas estão com seus lançamentos no forno, segundo analistas. Entre elas estão a Nossa Caixa, a Cosan e a EDP Energia. No ano passado foram seis lançamentos de ações na Bovespa, que começaram com a Natura, em junho. Até então, havia dois anos que nenhuma empresa nova chegava ao mercado de ações, e o fluxo era somente de saída. Aproveitando o bom momento, empresas que estão na bolsa estão se animando a lançar mais ações no mercado, como a Gol e a TAM. Elas buscam captar recursos em condições mais atrativas e aumentar a liquidez dos papéis em bolsa. Os analistas garantem: há demanda interna e externa mais que suficiente para os novos papéis que estão chegando. Prova disso é que vários dos recentes lançamentos tiveram procura elevada, obrigando as empresas a fazer rateios para atender todos os interessados na oferta primária de ações. Em alguns casos, os compradores ficaram com menos da metade do que pretendiam comprar. ?A economia brasileira passou por uma reestruturação que levou a uma forte queda do risco-país. Com isso, o custo de lançar ações na bolsa é hoje muito mais barato do que tomar uma nova dívida?, diz Marco Melo, coordenador de análises da corretora Ágora Senior, a maior do País. O analista lembra que todos os lançamentos recentes tiveram demanda e foram considerados bem-sucedidos. Também ressalta que as empresas têm sólida situação financeira, o que agrada o investidor. De acordo com ele, cabe à própria empresa escolher se a maior parte da oferta será feita no Brasil ou no exterior, mas há demanda dentro e fora do país. ?Esse movimento só não vai continuar se houver uma grande crise, que não está prevista?, afirma. Para Nami Neneas, superintendente de renda variável do Banif Investment Banking, a bolsa ainda é prejudicada pela concorrência dos juros. Mas à medida que os juros caírem, diz, o investidor buscará mais intensamente ganhar dinheiro na bolsa. Ele afirma que o volume recorde de recursos externos na Bovespa em fevereiro (R$ 3,7 bilhões) foi apenas uma amostra do que poderá acontecer no futuro, já que há grande liquidez mundial, em busca de boas oportunidades de ganhos.

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