Economia
Embraer na China vende 5 jatos a US$ 100 mi
A fábrica da Embraer na China recebeu encomenda de cinco jatos feita pela empresa aérea China Eastern Airlines, que pretende atender à maior demanda por vôos na região de Nanjing, província de Jiangsu, no leste do país. O contrato foi fechado em yuan (moeda chinesa). O valor não foi revelado, mas foi estimado em quantia não superior a 910 milhões de yuans (cerca de US$ 110 milhões). Em janeiro, cada aeronave de 50 assentos custava cerca de US$ 22 milhões. As entregas começam em agosto e vão até abril 2006, segundo nota divulgada pela China Eastern Airlines. Atualmente, há 11 jatos desse tipo voando na China, sendo seis da China Southern Airlines, a maior empresa aérea do país asiático, cinco da Sichuan Airlines, controlada pela China Southern Airlines por meio de um acordo de acionistas. No mundo, são mais de 900 aviões dessa família. O dinheiro obtido com a venda será repartido pela Embraer com seus parceiros chineses. A ?Harbin Embraer? é a ?joint venture? (parceria) da empresa brasileira com os chineses criada no fim de 2002. Os sócios são a Harbin Aircraft e a Hafei Aviation, ambas controladas pela chinesa Avic 2I (Aviation Industry Corporation 2). Harbin é o nome da capital da província de Heilongjiang, no nordeste do país. Gol A Gol anunciou que comprará mais quatro aviões do fabricante americano Boeing. Com a nova encomenda, os pedidos firmes feitos pela empresa totalizam 30 aeronaves, todas modelo 737-800. Seis das novas aeronaves compradas pela companhia aérea chegam no ano que vem. Em 2007 serão 13, no ano seguinte sete, e os últimos quatro chegam em 2009. Atualmente, a empresa tem 29 aviões ? 27 em operação e dois de reserva. A Gol planeja chegar a 2009 com 63 aeronaves. Cada um dos novos aviões encomendados à Boeing tem valor de tabela estimado entre US$ 61 milhões e US$ 69 milhões. A Gol não divulga o valor da transação com a Boeing, mesmo porque os fabricantes de aviões costumam negociar descontos em virtude do tamanho da encomenda, em negociações fechadas com cada empresa aérea. A Boeing está particularmente interessada em vender para companhias da América Latina, região onde enfrenta pesada concorrência da Airbus. Até este mês, a Gol não tinha aviões reserva, chamados tecnicamente de aeronaves de contingência. Como a frota tem altíssimo índice de utilização, um dos maiores do mundo, a empresa não tinha capacidade de remanejar aviões para cobrir eventuais problemas. Com isso, a Gol enfrenta há alguns meses altos índices de atraso, superiores aos de outras companhias aéreas brasileiras. ?Os aviões de contingência vão ajudar a resolver esse problema?, disse o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, em entrevista durante a divulgação do balanço financeiro da empresa, na semana passada. Além da encomenda dos novos aviões, a Gol também está comemorando os bons resultados de sua promoção de tarifas anunciada no início do mês. Durante as duas primeiras semanas de promoção foram vendidas 170 mil passagens acima da média no período. A Gol fechou o ano passado com um lucro de R$ 317 milhões, pouco abaixo do lucro registrado pela TAM, de R$ 341 milhões. A empresa tem 312 vôos diários para 38 cidades, entre elas a capital argentina, Buenos Aires. Desde sua criação - com seis aviões, em 2001 - a empresa já transportou 24,5 milhões de passageiros. Lucro Com a ampliação da frota de aeronaves, de freqüências e destinos, a Gol Linhas Aéreas fechou 2004 com o maior lucro de sua história. Só no último trimestre de 2004, por exemplo, o resultado da novata da aviação comercial cresceu 178% e atingiu R$ 113,986 milhões. Pelo padrão contábil norte-americano, acompanhado pelos investidores estrangeiros, esse valor subiu para R$ 384,7 milhões. Já a TAM, que só divulga balanço pelo padrão brasileiro, lucrou R$ 341 milhões no ano passado. ?Continuamos a investir em crescimento por meio da adição de quatro aeronaves à frota, 51 novas freqüências e sete novos destinos em 2004?, disse Constantino de Oliveira Jr., presidente da Gol. Com a elevação da oferta de assentos em 2004, a Gol conseguiu ampliar a ocupação de aeronaves em 6,7 pontos, além de melhorar a utilização de aeronaves - de 12,8 para 13,7 horas por dia. No quarto trimestre de 2004, a Gol elevou sua frota para 27 aeronaves. Até o final do ano, a companhia pretende contar com 36 aviões em operação. As próximas entregas de aeronaves devem começar ainda este mês e serem concluídas até junho. Segundo Oliveira Júnior, a Gol deve contar com uma frota de 63 aeronaves até 2009. Para isso, a empresa elevou suas encomendas feitas à Boeing: 26 pedidos firmes de aeronaves que devem ser entregues entre 2006 e 2010.