Economia
Alta do cobre deve ser repassada a produtos
Estudo elaborado em conjunto pelo Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel) e pela Associação Brasileira do Cobre (ABC) mostra que as recentes cotações atingidas pelo cobre no mercado internacional estão pressionando os custos da indústria brasileira do setor. Segundo levantamento, nos dois primeiros meses de 2005 os estoques mundiais atingiram os menores níveis dos últimos 15 anos e este mês os preços alcançaram os valores mais altos também em 15 anos. Entretanto, os fabricantes brasileiros só teriam repassado 50% destes aumentos. O presidente do Sindicel, Sérgio Aredes, diz que, desde outubro, a cotação média mensal do cobre no exterior não ficou abaixo dos US$ 3 mil por tonelada e argumenta que o setor está com ?extrema dificuldade? para evitar o repasse destes custos extras. Ele afirmou que, se o cenário permanecer inalterado, o segmento será obrigado a promover novos ajustes de preços no próximo mês. ?A intenção é esperar até o final de março para ver o comportamento do custo do produto. Se continuar do jeito que está, deveremos ajustar o preço em abril?, comentou Aredes. ?Não queremos nos precipitar, no entanto, já que aguardamos até agora sem repassar todo o aumento verificado?, ressaltou. O estudo do Sindicel e da ABC mostra que, em 1991, o preço médio anual do cobre em Londres era de US$ 2.339 por tonelada. Em 2005, este mesmo valor atingiu US$ 3.266,18, com base em preços coletados até o dia 22 de março.