Economia
Petrobras quer parcerias no Uruguai
Folha Online Brasília A Petrobras pretende explorar petróleo e gás no lado uruguaio da Bacia de Pelotas, na fronteira com o Brasil. A informação é da ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef. Segundo ela, a intenção da estatal brasileira é estabelecer parcerias no Uruguai, para estudar a viabilidade e explorar a bacia naquele país. A prospecção fará parte do memorando de entendimento entre o Brasil e o Uruguai. A Petrobras arrematou na sexta rodada de licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo) a Bacia de Pelotas do lado brasileiro, para estudar a viabilidade de sua exploração. Como já identificou sinais do seu potencial, a estatal teve interesse por prospectar no lado uruguaio. Também fará parte do memorando de entendimento uma série de projetos para aumentar a interligação de transmissão de energia entre os dois países e a exploração de fontes renováveis de geração bem como o uso de carvão e uma parceria na área de mineração. Segundo a ministra, o processo de interligação energética é uma pré-condição para ampliar a integração regional do ponto de vista econômico. Roussef afirmou que, a partir de maio ou junho, o Brasil deverá aumentar as exportações de energia para o Uruguai. Hoje, o país exporta diretamente 70 MW para o Uruguai e outros 130 MW por meio da Argentina. O aumento da exportação, no entanto, dependerá da melhora nas condições climáticas da região Sul, que hoje enfrenta um período de seca e riscos de desabastecimento. AUDIÊNCIA PÚBLICA O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, participa, na próxima terça-feira, de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômico (CAE) do Senado para apresentar o relatório econômico e financeiro da empresa. Pelo requerimento apresentado pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e aprovado pela comissão, José Eduardo Dutra terá de apresentar detalhes das parcerias firmadas pela empresa e as perspectivas de exploração e produção dos novos postos de petróleo. Outro assunto que entrará na pauta da audiência pública no Senado é o déficit de R$ 8,3 bilhões do fundo de pensão dos funcionários da Petrobras - a Petros- que deve ser assumido integralmente pela empresa. Os senadores da oposição já se debruçaram sobre este assunto e prometem levar o assunto ao presidente. O presidente da petrobras, José Eduardo Dutra chegou a comparecer à comissão há duas semanas, mas a reunião foi cancelada.