Economia
Falta de produtos em prateleiras chega a 8%
É muito comum que o consumidor procurar algum produto em um supermercado e acabar frustrado por não encontrar o que queria. Para a empresa, a situação é de desconforto, principalmente quando o cliente, mais exigente, resolve pedir esclarecimentos. A situação se tornou alvo de preocupação, tanto que deu original ao 1º Índice Nacional de Rupturas, realizado em 2004 pela Associação ECR Brasil, Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e ACNielsen. Os dados coletados revelaram que, a cada 100 produtos que o consumidor procura nos supermercados, oito não são encontrados, ou seja, uma ruptura média de 8%. E não importa o dia da semana. De acordo com a pesquisa, em todos os dias a ruptura se manteve estável em relação à média geral, oscilando entre 7,2% (segunda-feira) e 8,6% (terça-feira). O estudo mostra que, na ausência das marcas que planejava comprar, cerca da metade dos consumidores (53%) adquire produtos de outra marca. Outra grande parcela (37%) perde tempo procurando os produtos em outros estabelecimentos. O restante, ou desiste da compra (8%), ou opta por adquirir outro produto (3%). Este tipo de comportamento varia conforme a fidelidade do consumidor ao item não encontrado e à categoria do produto. Analisando os extremos, enquanto 69% dos consumidores declararam que na falta do óleo de cozinha de sua preferência compram outra marca, a mesma decisão é compartilhada por apenas 41% dos que não encontram os produtos de higiene pessoal que procuram. O item com maior índice de desistência de compra é o chocolate, com 17%. Embora o setor Bazar tenha apresentado a maior taxa média de ruptura (9%), a Mercearia, pela sua representatividade em relação às vendas dos supermercados (48%), registrou uma taxa elevada: 8,3%, estando, portanto, acima da média geral. Dentro da categoria, a ruptura por produto é mais elevada nos pães (11,6%), no açúcar (10,8%), café em pó (8,7%) e feijão (8,7%). Questionados sobre as causas das taxas de rupturas, os estabelecimentos apontaram como principais causas, entre os diversos produtos analisados, o atraso de entrega do produto à loja. Mesmo assim, em 14,1% dos casos, a justificativa foi que o produto está no estoque da loja mas não foi reposto pelo promotor. Com a realização do primeiro estudo, e objetivando diminuir o número de ocorrências, o Comitê Cadeia de Abastecimento, da Associação ECR Brasil, irá organizar este ano um processo de pesquisa que funcionará basicamente como uma ferramenta de análise para descobrir a verdadeira razão da ruptura.