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Cultivo de semente cresce quase 4000%

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A área cultivada, de forma legal, com soja geneticamente modificada no Mato Grosso, expandiu em 3.844% da safra 2003/2004 para o atual ciclo agrícola. No ano passado, 12 Termos de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta (TCRAC) foram assinados por nove produtores mato-grossenses que declaram plantio com material próprio em 1,8 mil hectares (ha). Neste ano, a Delegacia Federal de Agricultura (DFA/MT) recepcionou 254 termos, de 222 produtores, que somam 71.010 mil/ha. De acordo com o fiscal Federal Agropecuário, o engenheiro agrônomo, Luiz Henrique Gonçalves Pires, esse aumento de área plantada já era esperado, ?pois na safra passada, talvez por medo de algum tipo de punição, muitos produtores arriscaram o cultivo da soja geneticamente modificada (GM), mas não assinaram o TCRAC. Para esta safra, além de ter havido mais esclarecimentos sobre o termo - o que tirou produtores da clandestinidade - contabilizamos novas adesões ao experimento da variedade modificada?, explica. Mesmo com percentual de crescimento de quase 4.000%, Pires observa que a área cultivada com semente transgênica no MT corresponde a menos de 1,5% do total de hectares do espaço que a oleaginosa ocupa nas lavouras do Estado. Produtividade Levando em consideração uma produtividade média de 50 sacas por hectare, a produção de soja GM será de 213 mil toneladas. ?Temos no Mato Grosso mais de 5 milhões de hectares cultivados com soja. O que há do grão, legalmente cultivado, ainda é muito pequeno frente ao universo da cultura no estado?, argumenta. O presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja), Rogério Salles, acredita que o volume plantado poderia ser até seis vezes maior. ?No momento em que o produtor preparava sua safra no ano passado, ainda havia muita indefinição sobre o que o governo federal iria decidir sobre a questão. O total plantado não é maior por cautela do produtor não e sim, acredito eu, por causa da regulamentação tardia sobre a soja OGM?, avalia. Fiscalização Pires explica que quem assina o TCRAC se compromete a não utilizar a produção como semente. Para a próxima safra, o produtor terá de adquirir sementes GM certificadas e fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura. ?Agora, com a aprovação da Lei de Biossegurança, nossos trabalhos ficarão centrados no cumprimento do termo, ou seja, fiscalizando a comercialização do grão que deverá estar rotulado como transgênico?, aponta. Na prática o produtor que assinou o TCRAC é obrigado a identificar a produção. ?Com mais de 1% de transgenia é necessária a rotulação. Se o produtor tiver o produto GM e não estiver regularizado sofrerá penalidades, quem tiver material com menos de 1%, não terá problema com a fiscalização?. A multa é de R$ 16 mil e a carga fica retida até que o material GM receba identificação. A operação se estende também para soja in natura comercializada nos supermercados.

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