Economia
Empresas de tecnologia da informa��o lutam por mercado
Empresas brasileiras tentam passar por uma janela de oportunidade que se abriu no concorrido mercado internacional de tecnologia da informação (TI). As exportações de serviços do setor começaram a crescer a partir de 1997, quando milhares de empresas americanas que tiveram de corrigir o chamado ?bug do milênio? recorreram à terceirização e contrataram analistas que prestam serviço no exterior, principalmente na Índia, uma alternativa mais eficiente e barata do que as encontradas em casa. Atualmente, porém, o mercado americano procura novos fornecedores para não ficar excessivamente dependente dos indianos. E os brasileiros querem aproveitar essa oportunidade. Não há números oficiais sobre as exportações de TI do Brasil, mas sabe-se que elas estão em aceleração. As entidades do setor estimam que hoje o País tenha um mercado interno de US$ 6 bilhões e exporte cerca de US$ 200 milhões por ano, valor que deve atingir US$ 2 bilhões até 2007. Como boa parte dos contratos é recente, a exportação dos serviços ainda não começou a render frutos. Por isso, a renda das exportações deve ter uma progressão exponencial nos próximos meses. O setor de TI pode ser divido em três áreas: serviços que vão desde a criação de sistemas conforme as necessidades do cliente até a simples manutenção ou suporte; pacotes de programas ou aplicativos, que podem ser vendidos isoladamente ou distribuídos atrelados a outros softwares; e programas embutidos em hardware, como chips de celulares, carros e eletrodomésticos. SEM CONCORRÊNCIA Para incrementar suas exportações de TI, o Brasil aposta na área de serviços. Isso porque ninguém tem cacife para concorrer com os pacotes de programas de gigantes como a Microsoft, e os negócios com software embutido em chips são definidos pelos fabricantes de hardware. E também porque os rumos do mercado global de TI indicam o aumento da demanda de serviços, não de ferramentas.