Economia
Benefici�rios do INSS alavancam vendas
PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia Desde março do ano passado, os alagoanos vão às compras e fazem com que o comércio local registre um volume de vendas sempre acima das médias nacionais. As boas novas do cenário econômico nacional e o sentimento de confiança que conseqüentemente motiva o consumidor a ir às lojas não são explicações suficientes para o fenômeno registrado no Estado ? tendo em vista que não houve um incremento na economia, ou injeção de capital em Alagoas. No contexto nacional, as altas taxas de juros impostas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) vem esfriando os ânimos do consumidor. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em fevereiro, as vendas no comércio varejista cresceram 1,32% no País em relação ao mesmo mês do ano passado. É o 15º mês seguido de alta registrada pelo setor brasileiro. Entretanto, este foi o pior índice de crescimento registrado nas vendas desde o ciclo de incremento no consumo iniciado em 2004. Segundo especialistas, o ritmo de crescimento deve ser mantido em março, mas mais fraco que em fevereiro. Eles acreditam que a taxa básica de juros de 19,25% é um fator inibidor das compras. Ainda assim, o IBGE prevê um crescimento entre 5% e 6% no faturamento do comércio neste ano. Em 2004, segundo dados do IBGE, o setor registrou expansão de 9,25% em relação a 2003. Contra a maré Por outro lado, em Alagoas a situação é diferente. Aqui, o consumidor não tem desanimado com a Selic. Há 11 meses, as vendas tem se mantido aquecidas. Segundo Reinaldo Silva Pereira, economista do IBGE, parte deste desempenho positivo de alguns estados nordestinos manterem bons níveis de venda apesar de terem economias mais tímidas dentro do contexto nacional pode ser atribuída às vendas de produtos de primeiras necessidades. ?Em todo Brasil observamos que as vendas nos supermercados, mercearias e mercadinhos continuam. Ou seja, independentemente da renda e do poder aquisitivo, as pessoas precisam se alimentar?, afirma.