Economia
D�vida p�blica em t�tulos sobe R$ 63 bi
| GLOBO ONLINE A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu R$ 63,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, passando de R$ 810,2 em dezembro para R$ 873,6 bilhões em março, uma alta de 7,8%, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em março, a dívida cresceu 3,3% em relação a fevereiro. A DPMFi é a dívida em títulos do governo federal em poder dos credores. A elevação da DPMFi deve-se aos juros e à emissão líquida de títulos públicos. A parcela da dívida em títulos prefixados (o investidor conhece a correção do papel na hora da compra) aumentou de 20,4% para 21,5% de fevereiro para março, devido a emissão líquida de títulos públicos de R$ 12,7 bilhões. Mas permaneceu dentro das projeções do governo previstas no Plano Anual de Financiamento do Tesouro Nacional. A parcela de papéis corrigidos por índices de preços (inflação) caiu de 14,3% para 14% no período. Também caiu a parcela da dívida que é corrigida pela taxa básica de juros (Selic), de 58,4% para 57,7%. A parcela da dívida corrigida pelo dólar, considerando apenas os títulos públicos e sem as operações de swap, registrou um recuo de 6,02% para 4,94% em março. Swaps são contratos corrigidos diariamente por moeda estrangeira. Já com as operações de swap, realizadas pelo Banco Central, a dívida atrelada à moeda americana teve uma queda de 5,65%% para 4,69%. A redução da dívida traz vantagens porque quanto menor a participação de títulos cambiais, menor o risco e maior a previsibilidade que o Tesouro Nacional tem para o pagamento da dívida do governo federal, reduzindo o risco das oscilações do dólar sobre o total da dívida.