Economia
Petr�leo fechou cotado a R$ 55,39
| FOLHA ONLINE O preço do petróleo voltou ao patamar de US$ 55 ontem com as preocupações dos investidores sobre os níveis dos estoques da commodity e da gasolina nos EUA. O barril para entrega em junho (nova referência) foi negociado a US$ 55,39, alta de 2% em Nova York. A impressão no mercado petrolífero de que as refinarias nos EUA não conseguirão atender à demanda por gasolina no país durante a temporada de verão (que se aproxima) aumenta o nervosismo entre os investidores. O relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA, divulgado na quarta-feira, também serviu para criar mais incerteza. A queda de 1,5 milhão de barris no estoque de gasolina registrada na semana passada pressiona as cotações do petróleo. O total estocado nos EUA agora é de 211,6 milhões de barris, 5% a menos que o registrado no mesmo período do ano passado. O consumo de gasolina nos EUA chegou à média de 9 milhões de barris por dia nas últimas quatro semanas, 1,2% acima do registrado no mesmo período de 2004. Preocupa os investidores que a produção nas refinarias americanas não consiga fazer frente ao maior consumo e que o produto venha a faltar no mercado na temporada de verão, que se aproxima. Na Arábia Saudita, os combates entre supostos membros da rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden, e as forças de segurança do país renovaram os temores de que a produção de petróleo no país possa ser afetada. PREVISÃO O barril do petróleo pode chegar a US$ 380 em 2015, mais de sete vezes os preços atuais, segundo estudo divulgado pela Ixis CIB. ?Fazendo uma analogia com os choques do petróleo dos anos 70, não nos parece irracional prever um preço de US$ 380 o barril em 2015?, segundo os responsáveis pelo estudo, Patrick Artus e Moncef Kaabi. Ambos consideram ?totalmente despropositadas? as previsões de observadores e instituições internacionais de um barril entre US$ 30 ou US$ 40 em dez anos. O crescimento da demanda mundial de petróleo, o potencial de aumento da demanda por energia na China e as baixas perspectivas de aumento na capacidade produtiva mundial de petróleo podem fazer os preços dispararem, diz o estudo. ?Dentro de dez anos, pode-se considerar que as energias alternativas aos combustíveis fósseis não terão se desenvolvido muito. O mundo continuará dependendo das formas tradicionais de recursos energéticos?, de acordo com o estudo da Ixis.