Economia
Vendas de cons�rcios cresceram 13,6%
| AGÊNCIA ESTADO O sistema de consórcios registrou no primeiro bimestre um crescimento de 13,6% na média diária de vendas de cotas. Em 39 dias úteis de 2005, houve 7,5 mil adesões por dia, enquanto em 2004, em igual período, foram 6,6 mil. O volume geral de comercialização acumulado em janeiro e fevereiro foi de 291,1 mil cotas, número 13,9% acima das 255,5 mil verificadas no mesmo intervalo de 2004. O número de participantes superou 3,22 milhões em fevereiro, 7,3% acima dos 3 milhões de um ano antes, considerado o novo critério do Banco Central (BC). As contemplações chegaram a 136,7 mil no acumulado dos dois primeiros meses, uma alta de 2,3% sobre 133,7 mil de 2004. setores em alta Os setores que tiveram os maiores crescimentos foram os de eletroeletrônicos e imóveis. As vendas de cotas de eletroeletrônicos, na soma dos dois primeiros meses de 2005, apresentaram alta de 137%, crescendo de 31,1 mil no ano passado para 73,7 mil. Em fevereiro, o total de participantes superou 250,6 mil, 32,3% mais que os 189,4 mil registrados 12 meses antes. As contemplações acumuladas nos primeiros dois meses deste ano chegaram a 16,7 mil, 21% mais que as 13,8 mil registradas em janeiro e fevereiro do ano passado. O setor de imóveis evoluiu 29,6% no total de participantes ativos. O volume em fevereiro de 2004 era de 179,3 mil, enquanto um ano depois somou 232,3 mil. As vendas de novas cotas, no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, também aumentaram. No primeiro bimestre, somaram 18,3 mil, 21,1% maiores que as 15,2 mil anteriores. Já o setor de veículos automotores apresentou queda de 1,8%, caindo de 2,79 milhões de consorciados em 2004 para 2,74 milhões em 2005. As vendas de cotas também apontaram retração, 4,8%, reduzindo-se de 209,2 mil para 199,1 mil no bimestre. No segmento de motocicletas e motonetas, havia 1,71 milhão de consorciados em fevereiro, 5% menos que o 1,8 milhão em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas de novas cotas acumularam, entre janeiro e fevereiro, 143,9 mil, 4,7% inferiores aos 151 mil registrados um ano antes. ?Como o sistema de consórcios já registrou crescimento em momentos difíceis, como em 2002 e em 2003, as expectativas para os próximos meses do ano são boas?, diz o presidente nacional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Rodolfo Montosa. ?Há sinais de continuidade de crescimento, apesar da pequena retração econômica mostrada nos primeiros meses.? Leasing O setor de leasing continua em franca expansão. De acordo com o balanço de fevereiro da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), os valores dos novos contratos firmados no segundo mês do ano somaram R$ 1,14 bilhão, uma alta de 88% sobre o mesmo período de 2004. No acumulado do primeiro bimestre, o saldo observado nas operações é de R$ 2,4 bilhões. De acordo com os dados da Abel, a carteira do setor registrou em fevereiro um volume de R$ 14,9 bilhões - alta de 51,7% sobre o mesmo mês de 2004 e de 3,14% em relação a janeiro. Na liderança do ranking dos setores que mais demandam o leasing, o de serviços mostra uma participação de 36,02% no total de contratos negociados. No entanto, o número é inferior ao observado em fevereiro de 2004, quando a representatividade do segmento era de 47,06%. Na direção contrária, as pessoas físicas ampliaram sua participação, passando de 14,24% no ano passado para 28,79% no segundo mês de 2005. A indústria e comércio participam com 13,87% e 12,61%, respectivamente. Os indexadores prefixados continuam como preferidos dos clientes das empresas de leasing, sendo utilizados em 92,31% dos contratos. A taxa de juros de longo prazo (TJLP) tem participação em 3,78% das operações. Já o CDI aparece como indexador em 2,94% dos contratos, seguido pelo dólar, que tem participação de 0,47%.