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Economia

PIB DE AL CRESCE R$ 13 BI E ALCANÇA R$ 76,2 BI EM 2021, NA PANDEMIA

Avanço foi de 6,3% na comparação com 2020, maior aumento no Nordeste e o sexto do País

Por Hebert Borges | Edição do dia 25/11/2023 - Matéria atualizada em 25/11/2023 às 04h00

O Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas registrou o maior aumento do Nordeste e o 6° maior do Brasil em 2021, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço foi de 6,3% na comparação com 2020. Em valores reais, o PIB de Alagoas alcançou a marca de R$ 76,266 bilhões em 2021, o que é R$ 13,064 bilhões a mais que em 2020, quando o PIB foi de R$ 63,202 bilhões.

Em 2021, o PIB do Brasil atingiu R$ 9 trilhões, com aumento de 4,8% em volume. Todas as 27 Unidades da Federação apresentaram crescimento em volume do PIB: o Rio Grande do Sul registrou a maior variação, 9,3%, seguido por Tocantins, 9,2%, e Roraima, 8,4%.

De acordo com os dados, o PIB de Alagoas corresponde a 0,8% do PIB nacional e é composto majoritariamente pela administração pública e agricultura. A alta de 6,3% aferida em 2021 é a maior desde 2008, quando a economia do estado avançou 6,8%. A alta veio após uma queda de 4,2% registrada em 2020, que foi o primeiro ano da pandemia. Entre 2002 e 2021 o PIB de Alagoas registra alta acumulada de 55,7% e média de crescimento de 2,4% ao ano.

No ranking dos estados, a economia alagoana ocupa o 20° lugar. São Paulo ocupa o 1° lugar e Roraima o 27°. Sob a ótica da renda, o PIB de Alagoas é composto 39,1% pela remuneração dos empregados, 10,8% de impostos sobre produção e importação e 50,1% pelo excedente operacional bruto e rendimento misto bruto.

“Entre os cinco primeiros colocados, temos dois estados da Região Sul e três da Região Norte. Já os três estados com menor crescimento são do Centro-Oeste”, destaca Alessandra Poça, gerente de Contas Regionais do IBGE.

Em 14 UFs, os resultados foram acima da média nacional (4,8%). “Essas 14 UFs representam 30% do PIB e cresceram, em média, 6,8%”, analisa a gerente. Os maiores aumentos em volume ocorreram no Rio Grande do Sul (9,3%), Tocantins (9,2%), Roraima (8,4%), Santa Catarina (6,8%) e Acre (6,7%). A Agropecuária, principalmente o cultivo de soja, contribuiu para o resultado de 2021 nestes estados, exceto em Santa Catarina, onde esta atividade variou 0,5%.

Além da Agropecuária, no Rio Grande do Sul, o resultado das Indústrias de transformação influenciou o desempenho, sobretudo fabricação de máquinas e equipamentos. No Tocantins, a Construção também contribuiu com crescimento de 22,6%. Já em Roraima e Acre ainda contribuíram as atividades de Construção, Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social para o resultado de 2021.

Em Santa Catarina, a quarta maior variação em volume do PIB, o resultado deveu-se ao desempenho de Indústrias de transformação, principalmente confecção de artigos do vestuário e acessórios, fabricação de máquinas e equipamentos e fabricação de peças e acessórios para veículos automotores.

As outras 13 UFs cresceram abaixo da média, foram eles: Ceará, Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Pará, Paraná, Bahia, Distrito Federal, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Os três estados da Região Centro-Oeste tiveram seus resultados influenciados pelo resultado negativo em volume da Agropecuária. “Mas o crescimento em volume dos serviços compensou a forte queda em volume da Agropecuária em 2021”, esclarece Poça.

Em termos de posição relativa, seis UFs trocaram de posição entre 2020 e 2021. Rio Grande do Sul, que havia caído para a quinta posição em 2020, voltou a ocupar a quarta em 2021, trocando de posição com o Paraná. Mato Grosso, pelo segundo ano consecutivo, avançou mais uma posição e, novamente devido ao ganho relativo da Agropecuária, avançou para a 11ª posição, ultrapassando Pernambuco que caiu para a 12ª. Acre também subiu uma posição, para a 25ª, enquanto o Amapá caiu para a 26ª.

De 2002 a 2021, o PIB em volume do Brasil teve aumento médio de 2,1% ao ano (a.a.). O maior destaque foi Tocantins com variação média de 4,7% a.a., seguido por Mato Grosso (4,5% a.a.), Roraima (4,2% a.a.), Piauí (3,5% a.a.) e Maranhão (3,4% a.a.).

Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro mantiveram-se como as duas UFs de menores aumentos médios na série, 1,6% a.a. e 1,3% a.a., respectivamente.

“No acumulado da série, 18 UFs cresceram acima da média com uma concentração na Região Norte e Centro-Oeste e alguns estados do Nordeste como Paraíba e Alagoas; no Sudeste, encontra-se o Espírito Santo, e no Sul, Santa Catarina. Os demais estados crescem abaixo da média brasileira”, ressalta a gerente.

Em termos de participação no PIB ao longo da série, as Regiões Centro-Oeste e Norte registraram os maiores ganhos relativos entre 2002 e 2021, com avanços de 1,7 p.p. e 1,6 p.p., respectivamente. A única Região a perder participação na série foi a Sudeste (5,1 p.p.), enquanto o ganho de 1,1 p.p. de peso da Região Sul, garantiu um percentual de 17,3%, sua maior participação desde o início da série em 2002.

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