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Economia

Sal�rios tiveram aumento de 0,7%

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Já os gastos do consumidor norte-americano em março aumentaram em US$ 51,1 bilhões (R$ 129,1 bilhões), o equivalente a 0,6%, contra um crescimento de 0,7% no mês imediatamente anterior (os números referentes a fevereiro foram revisados). O Departamento do Trabalho nos Estados Unidos contribuiu na lista de dados favoráveis ao divulgar um aumento de 0,7% nos salários e benefícios no primeiro trimestre, um alento para os temores de que as pressões inflacionárias nos EUA estejam aumentando. Semana negativa Durante a última semana predominaram as más notícias. O crescimento de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas por um País, americano no primeiro trimestre foi o menor em dois anos. Mesmo tendo sido considerado um bom resultado pelos economistas, o dado foi visto entre os investidores como um sinal de perda de fôlego da economia. A confiança do consumidor já havia apresentado queda, antes da divulgação da última sexta-feira, no índice apurado pelo instituto de pesquisa Conference Board, divulgado na terça-feira. O índice do instituto caiu para 97,7 pontos neste mês, menor resultado desde novembro. No setor produtivo, a má notícia foi a queda de 2,8% no número de pedidos de bens duráveis em março, terceira queda consecutiva e maior recuo desde setembro de 2002. Energia Por trás dos indicadores fracos há um certo fator comum: os altos preços da energia. Com os altos preços da energia nos EUA, consumidores e empresas estão gastando e investindo menos. O barril do petróleo para entrega em maio, negociado em Nova York, registrou novo recorde na sexta-feira, chegando a US$ 58,28 durante as negociações. O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Alan Greenspan, disse no início deste mês, que os altos preços do petróleo e do gás natural colocaram os mercados sob um grau de pressão que já não se via por pelo menos uma geração (segundo o dicionário Michaelis, uma geração compreende um período de aproximadamente 25 anos). Os preços da energia são os responsáveis pelas pressões inflacionárias no País. A inflação subiu 0,6% no mês passado, maior alta desde outubro de 2004. O núcleo da inflação subiu 0,4%, o que causou ainda mais preocupação, uma vez que as altas de preços já atingem até os setores menos voláteis que os de alimentos e energia - que não entram no cálculo do núcleo.

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