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Sem consenso, reforma n�o � votada

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A reforma tributária voltou a centralizar as atenções na Câmara dos Deputados semana passada. Devido à falta de acordo na reunião de líderes da base aliada sobre a votação da matéria, a pauta da Casa deverá continuar trancada por nove medidas provisórias que obstruem as votações. A votação da reforma tributária é um compromisso dos partidos de oposição e do presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), que quer aprovar a liberação do aumento de um por cento no repasse de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O governo, no entanto, resiste à idéia e impede a votação da reforma, tanto integral como de forma fatiada, isto é, em partes. A proposta de fatiamento foi duramente criticada pelos ministros Aldo Rebelo (Coordenação Política) e Paulo Bernardo (Planejamento). Divergências A pauta do plenário da Câmara deve continuar obstruída por, no mínimo, mais duas semanas. A expectativa é dos líderes da base aliada que, com a obstrução, por meio da não-votação das medidas provisórias que trancam a pauta, tentam evitar a votação da reforma tributária. ?O governo não quer que se vote a reforma tributária. Não quer votar integral, nem fatiada. Alguns itens, segundo o governo, vão trazer mais despesas para o governo federal. O governo está segurando as votações das MPs para não votar a reforma tributária do jeito que ele acha que a Casa vai votar. Nós pedimos para o governo estabelecer um prazo, mas ele não fala em prazos?, disse o líder tucano na Câmara, deputado Alberto Goldman (SP). Os líderes da base aliada devem fechar, até a próxima terçafeira, uma proposta de acordo para a votação da reforma tributária na Câmara.

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