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Ind�stria volta a crescer em mar�o

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LUCIANA RODRIGUES O Globo Depois de dois meses de queda, a indústria brasileira voltou a crescer em março e praticamente recuperou as perdas deste ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem que a produção industrial brasileira cresceu 1,5% em março contra fevereiro, na série com ajuste sazonal. Com isto, a indústria está num patamar bem próximo ao nível recorde alcançado em dezembro do ano passado. O nível atual é apenas 0,2% inferior ao do fim de 2004. ?A produção se mantém estabilizada num patamar elevado?, disse Silvio Sales, coordenador de indústria do IBGE. No ano passado, o segmento cresceu 8,3%, a maior taxa desde 1986, no auge do Plano Cruzado ? base de comparação nada desprezível. Na comparação com março do ano passado, o avanço foi de 1,7%, num desempenho que se mantém positivo há 19 meses seguidos. No primeiro trimestre de 2005, a indústria teve um padrão bem diferente do verificado ao longo de 2004. Segundo Sales, enquanto em 2004 a expansão foi liderada sobretudo pelos setores de bens de capital (máquinas para indústria) e bens de consumo duráveis (como automóveis), este ano os bens de consumo semiduráveis e não duráveis (como alimentos, bebidas e medicamentos) apresentam crescimento acima da média. Sales destaca que há uma maior disponibilidade de recursos nas mãos dos consumidores, mesmo que seja via crédito. As modalidades de financiamento consignado têm registrado forte expansão nos últimos meses. O setor de bens de consumo semi e não duráveis teve crescimento de 5,4% nos três primeiros meses deste ano frente ao primeiro trimestre do ano passado. Em 2004, o crescimento foi de 4%. Já os bens de consumo duráveis registraram desaceleração, mas mantêm taxas acima de 10%. No primeiro trimestre, este setor cresceu 13% contra 21,8% em todo o ano passado. Esta mudança de comportamento, com novo padrão de crescimento, já era esperada. De fevereiro para março, o segmento de bens de capital (máquinas e equipamentos para indústria) alcançou a taxa mais elevada (5,4%).

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