Economia
Amorim n�o ap�ia salvaguardas
DENISE CHRISPIN Agência Estado O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil mantém a sua posição contrária à proposta argentina de criação de um mecanismo automático de salvaguardas para o caso de aumento excessivo de importações dentro do Mercosul. ?Eu ignoro qualquer mudança da posição do Brasil em relação a salvaguardas?, afirmou. O chanceler afirmou que o governo brasileiro compreende as situações de transição, numa referência aos processo de recuperação da economia argentina. ?Elas (essas transições) têm sido resolvidas, devem ser resolvidas e tem sido, nem sempre a contento. Algumas vezes as temperaturas baixam e você acha que os problemas desapareceram. De repente, sobem de novo?, destacou. Amorim considera que essas questões são complexas mas que o Brasil deve ter o máximo de boa vontade para resolvê-las. Advertiu, entretanto, que a perspectiva brasileira prevê a dinamização do Mercosul, o favorecimento da integração e a melhoria das possibilidades para a adoção de uma política industrial conjunta. Encontro O primeiro encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner depois da crise diplomática entre Brasil e Argentina ocorrerá na segunda-feira à noite, na presença do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em jantar oferecido pelo Brasil na Granja do Torto. Kirchner e Chávez estarão em Brasília no início da próxima semana para participar da Cúpula da América do Sul-Países Árabes. No encontro, os presidentes do Brasil e da Argentina tentarão encerrar definitivamente o celeuma entre os dois países por conta de críticas argentinas à política externa brasileira. O Brasil, em contrapartida, tem adotado um discurso conciliador, minimizando a tensão entre os dois países. Na terça-feira, o assessor especial da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, conversou com Alberto Fernández, chefe de gabinete do presidente argentino sobre a crise.