Economia
BNDES: apesar de mais caro cr�dito ficar� mais acess�vel
Para Maurício Borges Lemos, diretor do BNDES, o aumento da taxa de juros para o microcrédito tornará o programa mais acessível, apesar de mais caro. E sustenta que o encarecimento, na verdade, não existe, mas sim um barateamento, já que no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o programa foi lançado, a taxa final chegava a 7% ao mês. Como, em 2003 e 2004, ?o programa ficou parado?, o diretor considera que ele de fato não existiu e, portanto, não se pode fazer comparação entre taxas de juros. ?Estamos fazendo coisas básicas, o feijão com arroz que não existia no programa antigo (até 2002) e nem no que não rodou (2003/04)?. O banco está fazendo uma espécie de recadastramento das 32 entidades autorizadas a operar com o programa. Todas terão de apresentar planos de negócios delimitando sua área de atuação. A intenção é tentar fazer com que as entidades atuem cada uma dentro de cadeias produtivas específicas. O novo programa pretende aumentar o rigor na avaliação dos pedidos. Ele informou que, a partir de agora, todos serão obrigados a repassar 80% dos recursos obtidos no banco e manter em operações financeiras somente 20% para pagamento de pessoal e custos operacionais. O valor mínimo a ser solicitado pelas entidades é de R$ 1 milhão e o prazo para pagamento foi mantido em oito anos, mas o nível de participação do BNDES subiu para 85% no total dos projetos de microcrédito. O banco estipulou para estas operações remuneração pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP, atualmente em 9,75%), mais remuneração de 0,5% ao ano e uma taxa de risco de crédito de 1% ao ano. |IT