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FOLHAPRESS A discussão sobre a transição de indexadores da tarifa de energia do atual Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) para o Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será resolvida em conjunto pelas partes interessadas, que são o governo e as empresas do setor. A informação foi dada no Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio de Janeiro (Ibef) pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman. Aderência O diretor-geral ponderou que o IPCA tem uma aderência maior aos custos do consumidor e, nessa ótica, ?é possível que seja interessante uma mudança nessa direção??. Destacou, entretanto, que como o IPG-M está gravado nos contratos de concessão, ?essa mudança só se dará, como destacou a ministra Dilma Rousseff (de Minas e Energia), por interesse das partes contratantes, que são de um lado o governo e de outro as concessionárias. Não será um ato unilateral??. Jerson Kelman afirmou que os encargos pesam muito no custo da energia do distribuidor para o consumidor. O IPCA e o IGP-M são índices de correção monetária. As parcelas que compõem a conta de luz são geração, isto é, de produção da energia, que representa 1/3 do total; 1/3 corresponde ao transporte dessa energia pelas linhas de transmissão e de distribuição; e 1/3 são encargos e tributos. Encargos são pagamentos feitos pelos consumidores de energia elétrica para atender a outros consumidores com carência de abastecimento, como ocorre na região norte, e também o pagamento feito pelos consumidores para ajudar a população de baixa renda a pagar uma conta mais baixa, esclareceu Kelman.

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