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Cresce venda com cart�es de lojas nas redes de varejo

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AGÊNCIA ESTADO SÃO PAULO - As grandes redes de varejo - sejam elas de supermercado, vestuário ou farmácias - estão ganhando cada vez mais adeptos aos seus cartões personalizados. Denominados private label, os cartões de loja, como são popularmente conhecidos, oferecem menor custo para o cliente em comparação com um cartão de crédito comum, embora o uso esteja vinculado apenas às compras na loja. Além de eventuais descontos no preço da mercadoria, os cartões não exigem pagamento de anuidade ou taxa de administração. O prazo para pagamento é maior, o que independe do valor da compra, e as taxas de juros também estão abaixo daquelas praticadas no mercado. Enquanto os cartões convencionais cobram taxa de juros média de 10% ao mês (dados levantados pela Anefac), o private label possui taxas entre 3% e 8% ao mês. De acordo com a Partner Consultoria, especializada em serviços financeiros, e responsável pela coleta dos dados, existem atualmente 69 milhões de cartões de lojas emitidos no País, número 23% maior que a quantidade de cartões de crédito convencionais. vendas alavancadas Apoiada na necessidade de alavancar vendas e fidelizar clientes, a modalidade das private labels cresceu 115% nos últimos seis anos. Em 1998 os cartões somavam 32 milhões de unidades. A perspectiva para 2005 é de finalizar o ano na casa de 76 milhões. Mesmo com os grandes números, o segmento é bastante concentrado. Os dez maiores varejistas emissores dos cartões detêm 70% das unidades e 59% do faturamento. As lojas de departamentos são as maiores, respondendo por 68% do total, seguidas de longe pelos supermercados (15%). Entretanto, quando o assunto é faturamento, os percentuais são equiparados nos dois segmentos. Nos grandes magazines, 80% do faturamento decorrem das compras mediante cartões próprios, o que confirma o desempenho cada vez mais positivo do segmento. Comprar parcelado em várias vezes, sem juros, é o grande atrativo dos estabelecimentos. Muitos parcelam em duas ou três vezes no cartão tradicional, enquanto esticam o prazo para até oito, dez meses, nos cartões próprios. Pequeno porte O comércio de pequeno porte está começando a utilizar o cartão de loja como forma de fidelizar os clientes e ampliar as vendas, a exemplo do que fazem há anos grandes redes do varejo. O Supermercado Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, com uma loja de 360 metros e apenas quatro caixas, lançou o seu e vem obtendo bons resultados. Em três meses, mil clientes pediram o cartão, que já é usado em vendas que representam 1,5% do faturamento. ?Ainda é pouco. O percentual vai crescer à medida que as pessoas se acostumarem a usar mais o cartão?, afirma Marcelo Ferreira Neto, sócio do supermercado. O desenvolvimento tecnológico já permite que varejistas pequenos como o Jaguaré tenham cartões com sua marca, não importa a quantidade. ?Nosso maior cliente tem 1,6 milhão de cartões e o menor, 10 cartões?, diz Roberto Josuá, presidente da Conductor Tecnologia, uma das maiores processadores de ?private label? do País.

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