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IPCA avan�a para 0,87% em abril

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JANAINA LAGE Folha Online A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou para 0,87% em abril. Alimentos e preços administrados foram os principais responsáveis pela aceleração. Trata-se da maior taxa desde julho de 2004, quando o indicador havia apurado alta de 0,91%. Em março, a variação registrada no IPCA havia sido de 0,61%. Os dados foram divulgados ontem peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima das projeções de analistas. Segundo o último Relatório de Mercado do Banco Central, a expectativa era de uma variação de 0,80% em abril. Segundo a gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, houve uma mudança no perfil de avanço dos preços. Em fevereiro, a alta da inflação foi concentrada nas matrículas e mensalidades escolares. Em março, a principal influência veio dos ônibus urbanos, com aumentos em São Paulo e Porto Alegre. ?Em abril, as altas foram muito mais dispersas: os alimentos aumentaram, praticamente todos os itens, ônibus urbanos, energia elétrica e várias tarifas?, afirmou. Juros Apesar das dúvidas quanto à eficácia do aumento dos juros no combate à inflação, o resultado do IPCA pode trazer novo fôlego para a política de juros promovida pelo Banco Central desde setembro. Neste período a taxa passou de 16% ao ano para 19,5% ao ano. No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 2,68%. O resultado é superior à metade do centro da meta de inflação deste ano, de 5,1%. Os itens que mais contribuíram para a aceleração no IPCA foram ônibus urbanos (alta de 2,57%) e remédios (3,26%). Juntos os dois itens tiveram impacto de 0,26 ponto percentual na inflação ? cada um contribuiu com 0,13 ponto. Também pesaram no IPCA o aumento da energia elétrica em cinco regiões. A alta no índice foi de 2,22%. Por último, o item alimentos subiu 0,81%, com destaque para leite pasteurizado (4,50%), pão francês (2,11%) e açúcar refinado (5,02%). Segundo Santos, os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul e do excesso de chuvas no começo de ano finalmente chegaram ao consumidor. Com isso, produtos que têm preços regulados pelo mercado internacional tiveram o efeito do dólar minimizado. ?O dólar continua contribuindo no sentido de conter os preços, mas o efeito este mês foi mascarado em razão dos sérios problemas que ocorreram na agricultura?, afirmou. Também contribuíram os aumentos da gasolina (0,42%), telefone celular (1,38%), vestuário (0,92%), táxi (0,92%) e telefone fixo (0,69%). Entre as regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, a taxa mais alta foi verificada em Porto Alegre (1,87%). A mais baixa foi apurada em Salvador (0,22%). Em São Paulo, a alta foi de 0,73%. O IPCA se refere a famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos e abrange Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.

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