Economia
Exporta��es alagoanas crescem 43,58%
PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia As exportações alagoanas tiveram incremento de 43,58% de janeiro a abril de 2005, em relação ao mesmo período de 2004. É o que aponta o levantamento mensal o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Foram US$ 264,2 milhões faturados no primeiro quadrimestre do ano contra os US$ 184 milhões do ano passado. No período, a balança comercial alagoana fechou com superávit de cerca de US$ 240 milhões, tendo em vista que as importações totalizaram US$ 24,3 milhões. De acordo com os dados do MDIC, Alagoas já faturou, só no primeiro quadrimestre de 2005, um valor relativo a todo o volume de vendas fechado no ano de 2004. Se seguir este ritmo de crescimento, até o final deste ano o Estado chegará aos US$ 700 milhões, batendo recorde de exportações. O bom desempenho alagoano no comércio exterior se deve sobretudo às vendas do setor sucroalcooleiro e dos produtos químicos da Braskem (veja quadro). Entre janeiro e abril de 2005, a pauta de exportações de Alagoas ficou ainda mais concentrada. Açúcar, álcool e melaço dominam 89,77% das vendas para o exterior feitas pelo Estado, somando US$ 237,2 milhões do faturamento. Em seguida vem a particiapação da Braskem, cujas vendas de PVC e dicloretano abocanham 9,66% do volume de vendas ao mercado externo com US$ 25,5 milhões. O cimento portland, exportado pela Cimpor apresentou incremento nas vendas da ordem de 211%. No quadrimestre a multinacional portuguesa, situada em São Miguel dos Campos, comecializou US$ 799 mil fora do Brasil, contra US$ 257 mil registrados no mesmo período ano passado. O fumo, por sua vez, apresentou recuo no faturamento com as exportações, mas fechou o quadrimestre com US$ 346 mil em vendas externas. No geral, a agroindústria canavieira, a Braskem, a Cimpor e o fumo totalizaram US$ 263,9 milhões das exportações. QUEDA Entretanto, mais lamentável foi a queda verificada entre os demais pordutos da balança comercial alagoana formada por empresas de pequeno e médio portes. Houve uma redução significativa da participação destes segmentos, que chegou a alcançar 0,48% em 2004, mas encerrou o quadrimestre com 0,14%. No total, o grupo vendeu apenas US$ 362 mil para o exterior. Se permanecer nesse ritmo, esse conjunto de empresas vai exportar menos da metade do total registrado no ano passado, que foi de US$ 2,3 milhões.