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Grifes de luxo aderem delivery

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INVERTIA Em São Paulo, grifes de luxo estão usando um conceito para lá de popular (a entrega em domicílio) para ampliar seus negócios. Das roupas da sofisticada Daslu a jóias caras, já há uma série de serviços de luxo que podem ser solicitados por telefone. As marcas famosas usam a entrega em casas e escritórios para contornar a falta de tempo de clientes fiéis ou esporádicas. E não cobram um centavo a mais. ?É um agrado que fazemos?, define a estilista Cris Barros, da festejada marca feminina homônima. ?Não há um delivery sem realizar venda?, garante Cris, que chega a enviar até 30 peças. O sistema também funciona muito para presentes. ?A vendedora também vai, embrulha a peça em papel de seda e faz o pacote.? Na Le Lis Blanc Casa o delivery atende quem quer presentear. Basta um telefonema com a sinalização do que se quer e de quanto se dispõe a gastar para que o mimo esteja nas mãos do presenteado em menos de 24 horas. ?É uma compra às escuras, mas que funciona?, diz Alessandra Aliperti, coordenadora da Le Lis. A joalheria Carla Amorim, conhecida pelo design moderno e quase autoral, oferece o serviço em todas as suas lojas - Brasília, onde nasceu, e em São Paulo, Rio, Recife e Belo Horizonte. Também faz o atendimento remoto em cidades onde ainda não está, como por exemplo, Curitiba. Kelly Amorim diz que o serviço ? na verdade, uma retomada do antigo hábito da venda de jóias em domicílio ? hoje já representa 30% do atendimento. Nessa demanda, há diferenças básicas entre os gêneros. ?O homem procura para dar de presente, a mulher mais por comodismo?, conta Kelly. Na Donna Doida, marca das irmãs Ana Cristina e Carolina Arbex, instalada no bairro paulistano de Higienópolis, há serviço de delivery para acessórios e bijuterias. E a Donna Doida ainda combina essa comodidade com as listas de presentes. As peças podem ser escolhidas no próprio site da marca, atualizado freqüentemente com novidades. A empresária Sônia Vergueiro Porto só compra roupa na privacidade do closet. Cliente da Alcaçuz, da Daslu e da Huis Clos recebe todas as peças para experimentar em casa. ?É por pura falta de tempo?, admite Sônia, que tem uma jornada de trabalho de 12 horas por dia. Ela garante que não perde nada com essa experiência reclusa. ?Frustração seria se eu não conseguisse o que quero.?

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