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Carro zero ter� aumento de at� 1,9%

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FABIANA FUTEMA Folha Online O consumidor que pretende trocar ou comprar um carro zero precisa preparar o bolso. A maioria das montadoras programou uma nova rodada de reajustes em suas tabelas de preços. Esse é o caso da Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen. A primeira a elevar seus preços foi a Fiat, que repassou no começo da semana um aumento médio de 1,5% para sua tabela. A General Motors autorizou ontem um reajuste de 1% para os veículos Celta, Classic, Meriva, Montana e Vectra. Ficaram de fora do aumento os modelos Astra, Blazer, Corsa, S-10 e Zafira. A Volkswagen programou um reajuste médio de 1,9% para toda sua linha de veículos. O aumento deve chegar neste final de semana para a rede de concessionárias da marca. Já os veículos da Ford deverão sofrer um aumento médio de 1,5% a partir do dia 1º. INSUMOS Mais uma vez as montadoras alegaram que os reajustes refletem a pressão dos aumentos de preços dos insumos nos custos do setor. Entre os produtos que mais pressionam a cadeia de produção do setor automotivo estão o aço e a borracha, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Apesar dos aumentos programados, o consumidor ainda deve encontrar nos próximos dias carros novos com preços velhos. É que a maioria das concessionárias continua utilizando a estratégia de promoções para aquecer as vendas de veículos. Este ano, a maioria das montadoras vinha anunciando reajustes de preços mensais. Essa prática foi interrompida em março, quando o governo anunciou a redução a zero da tarifa de importação de 15 produtos siderúrgicos. Como a alta do aço era uma das maiores reclamações das montadoras, esperava-se que a medida fosse agradar o setor. No entanto, a Anfavea informou que a medida não resolvia o problema de elevação dos custos de produção. Um estudo mostra que enquanto os preços dos carros aumentaram 54% de janeiro de 2002 a dezembro de 2004, o custo do aço subiu 149%. No mesmo período, o plástico ficou 95% mais caro e os preços dos metais não-ferrosos aumentaram 79%.

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