Economia
Brasil � o s�timo maior produtor
No caso das importações, o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. ressalta que o desempenho é inverso, ou seja, o dólar está com uma boa cotação para compras no exterior. ?Um processo evidente de mostra disso é que os pacotes de viagem para as férias de meio do ano estão lotados. Isso já é uma demonstração cabal de que esse dólar é um estimulador de compras internacionais?, exemplificou. Sobre as taxas de juros, Pimentel ressalta que o País não está atingindo um equilíbrio entre juros e inflação. Ele argumenta que o Brasil é atualmente o País que tem a maior taxa de juros real (diferença entra a taxa básica de juros e a meta de inflação) do mundo, com ?o dobro da segunda maior taxa, que é a da Turquia?. Depois do aumento da taxa básica de juros da economia (Selic) para 19,75% ao ano, conforme anunciado ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa de juros real do Brasil passou para 14,65%. A Turquia tem uma taxa de juros reais de 7,5% ao ano. ?Estamos colocando que, na medida em que os números (aumento dos juros) estão sendo postos como uma única, talvez, ferramenta de tentar controlar a inflação, realmente ele impacta e tem reflexos contundentes na formação dos preços do câmbio?, disse. Segundo dados da Abit, o Brasil é o sétimo maior produtor têxtil do mundo, com 6,4 bilhões de peças fabricadas em 2004. A cadeia têxtil registrou um faturamento de US$ 25 bilhões em 2004, com um saldo na balança comercial do setor (diferença entre as exportações e importações) positivo de US$ 657 milhões. Entre empregos formais e informais, o setor contabilizou 1,5 milhão de trabalhadores nas cerca de 30 mil empresas têxteis brasileiras. O nível de emprego do setor, entretanto, vem caindo desde o início do ano. Dados da Abit apontam que, para uma alta de 131% no saldo entre contratações e demissões em janeiro deste ano, comparativamente ao mesmo mês de 2004, seguiram-se quedas consecutivas de 23,9% (fevereiro), 20,7% (março) e 10,4% (abril).