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Safra sofre quebra de 17 milh�es de toneladas

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INVERTIA A intensa estiagem durante os primeiros meses do ano e a chuva excessiva durante a segunda safra deverão provocar uma quebra de mais de 17 milhões de toneladas na produção agrícola do país, com uma projeção inferior a 115 milhões de toneladas. De acordo com o Ministério da Agricultura, a estimativa atual é 13% inferior ao que foi divulgado no início do ano, quando os especialistas apontavam uma safra de 132 milhões de toneladas. ?Houve uma seca brutal no Rio Grande do Sul, onde as quebras [de safra] chegam a 50%, 60% ou até 70% em alguns casos. Ela atingiu também Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. A queda de milho e soja é impressionante, inédita na nossa história recente?, disse o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, mencionando que esta é a maior queda de produção verificada em 20 anos. A última projeção realizada em abril indicava que a produção deveria atingir 119 milhões de toneladas, mas o excesso de chuva durante a segunda safra (safrinha) acabou reduzindo a produção do país em mais de 4 milhões de toneladas. Apesar da redução na safra deste ano, o agronegócio ainda é responsável por cerca de 30% do Produto Interno Bruto do país (soma de todas as riquezas geradas durante o ano), 41% das exportações (principalmente a soja) e 37% dos empregos. IBGE A previsão da safra agrícola feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístivca (IBGE), divulgado quinta-feira passada, está bem próxima da estimativa do Ministério da Agricultura. Segundo o Instituto, o País produzirá 116,341 milhões de toneladas. Essa é a quarta estimativa para a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale, cereal resultante do cruzamento do trigo com o centeio). Apesar do aumento de 0,91% (48 milhões de hectares) na área plantada em relação a 2004, a produção agrícola estimada para 2005 é 2,54% menor que a do ano passado, que foi de 119,369 milhões de toneladas, e significa uma queda de 2,63% em comparação à estimativa de março. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a região centro-oeste, que responde por 37,31% da produção total (43,409 milhões de toneladas), apresenta aumento de 8,57% em relação a 2004. As regiões norte, nordeste e sudeste, responsáveis, respectivamente, por 3,47% (4,037 milhões de toneladas), 9,05% (10,530 milhões de toneladas) e 15,82% (18,409 milhões de toneladas) apresentam aumentos de 13,52%, 12,65% e 4,34%. Na região sul, responsável por 34,34% da produção nacional (39,956 milhões de toneladas), a previsão é de queda de 18,19%, em relação ao ano passado. O IBGE faz uma comparação da produção de abril com a de março desde ano, com destaques para o feijão em grão segunda safra (4,39%), milho em grão segunda safra (-17,81%) e soja em grão (-2,30%).

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