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Para Petrobras, explora��o na Bol�via continua lucrativa

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FOLHAPRESS São Paulo A produção da Petrobras na Bolívia deverá render à empresa metade do valor previsto inicialmente pela companhia, segundo avaliação feita pelo presidente da estatal, José Eduardo Dutra. O impacto da nova legislação sobre a exploração e produção de petróleo no país será percebido pela estatal brasileira nos campos de San Alberto e San Antônio, cujo investimento está praticamente amortizado. ROBUSTO Mesmo com a mudança na legislação, Dutra considerou que projeto de produção da empresa na Bolívia continua sendo robusto. ?Se fosse analisar hoje [comprar um projeto já instalado], mesmo assim seria atrativo com a lei atual. Mas na lei anterior valeria o dobro??, disse. O presidente da estatal, José Eduardo Dutra admitiu, no entanto, que nos projetos exploratórios, que significariam novos investimentos, poderão significar perdas ainda maiores. Por isso, a empresa irá analisá-los com cuidado. A promulgação da nova lei do petróleo da Bolívia na última semana aumentou a tributação sobre a produção no país de 18% para 50%. Um bilhão investido Após reunião com ministros do governo boliviano em Brasília, Dutra reafirmou que a Petrobras não pretende sair do país, onde tem US$ 1 bilhão em investimentos. Os investimentos na Bolívia representam cerca de 1,5% das receitas totais da estatal brasileira. Por isso, a situação da Petrobras seria, segundo Dutra, mais confortável do que a de outras companhias que atuam no país, cujos projetos na Bolívia teriam uma participação maior no faturamento. Durante a reunião da última sexta-feira, realizada no Ministério de Minas e Energia, foi criada uma comissão que irá analisar a migração dos contratos de produção da Petrobras no país com base na nova lei, que prevê um prazo de 180 dias para que os contratos sejam adaptados. ?Somente depois dos 180 dias teremos condições de analisar a possibilidade de novos projetos??, afirmou Dutra.

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