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Nº 5714
Economia

Risco Brasil piora, bolsa cai e d�lar dispara

O dólar comercial subiu para o nível mais alto desde o início de março no Brasil. Em um dia de nervosismo no mercado, a Bovespa operou em forte queda, a taxa de risco do Brasil cresceu e os títulos da dívida brasileira sofreram desvalorização. O dólar co

Por | Edição do dia 03/05/2002 - Matéria atualizada em 03/05/2002 às 00h00

O dólar comercial subiu para o nível mais alto desde o início de março no Brasil. Em um dia de nervosismo no mercado, a Bovespa operou em forte queda, a taxa de risco do Brasil cresceu e os títulos da dívida brasileira sofreram desvalorização. O dólar comercial fechou vendido por R$ 2,397 (compra a R$ 2,395), o valor mais alto em pouco mais de dois meses, pela taxa do Banco Central. No dia 22 de fevereiro, o dólar fechou vendido por R$ 2,422. Desde então, não havia atingido um fechamento tão perto de R$ 2,40. O Índice Bovespa, da bolsa paulista, despencou 4,18% com a piora da taxa de risco do Brasil. Para alguns analistas, o nervosismo é causado em parte pelo chamado “efeito Lula”, com o temor de aplicadores do mercado financeiro com o crescimento do candidato de oposição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas pesquisas eleitorais. Três instituições financeiras internacionais (Merril Lynch, Morgan Stanley e ABN-Amro) reduziram recomendações para investimentos no Brasil nesta semana, justificando suas decisões com o crescimento de Lula nas pesquisas. No meio da tarde, o presidente do ABN Amro no Brasil, Fábio Barbosa, divulgou uma nota afirmando que a direção da instituição não compartilhava com a avaliação e a atribuía à opinião isolada de analistas. “Esses relatórios são rotineiros e os analistas têm independência para fazerem suas recomendações”, diz o texto. Mas o mercado manteve a interpretação de que se trata de uma avaliação do banco. Os C-Bonds, títulos da dívida externa brasileira, caíram 1,76%. Estão cotados a US$ 0,7706 de seu valor de face, o menor valor desde fevereiro. O risco-país do Brasil, medido pelo índice Embi, do JP Morgan, subiu mais 3,4%, para 883 pontos. É o maior desde fevereiro e supera o da Venezuela. Está atrás apenas de Argentina, Equador e Nigéria.

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