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Pa�s pode enfrentar falta de g�s natural

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AGÊNCIA ESTADO Repórter O Brasil está saindo da condição de excesso na oferta de gás natural para a situação oposta, onde poderá faltar o insumo para suprir o abastecimento interno previsto para os próximos anos. A complexidade da questão é maior por envolver investimentos em países vizinhos, como a Bolívia e a Argentina, onde há fortes instabilidades políticas ou econômicas. E poderá se tornar ainda mais complexa se o País precisar acionar as mega-usinas a gás natural construídas nos últimos anos dentro do Programa Prioritário das Termelétricas (PPT) e que estão ociosas atualmente Outro fator que está acelerando o consumo é o forte aumento de Gás Natural Veicular (GNV), com a frota nacional se aproximando de um milhão de veículos. As possibilidades de uso das térmica são cada vez maiores. Alguns cenários do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicam que o Brasil precisará acionar as térmicas, de forma contínua, a partir de 2009/2010. Uma térmica consome até quatro milhões de metros cúbicos de gás natural por dia para cada 1.000 MW de potência. Como o País dispõe de 70 usinas à gás natural, com potência de 12.274 MW, seriam necessários quase 50 milhões de metros cúbicos só para atender essa demanda. O consumo total de gás natural no Brasil está em torno de 40 milhões de metros cúbicos diários e está crescendo ao ritmo de quase 20% ao ano. ?É um ritmo muito difícil de ser atendido?, observou o presidente da TermoRio, Carlos Augusto Kirchner. Nesse cenário, o polêmico gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) deverá sair da condição de vilão para o de ?salvador da lavoura? do setor. A previsão é de que o empreendimento atingirá a capacidade máxima já no segundo semestre deste ano com a inauguração do ramal Campinas-Japeri, no Rio, prevista para outubro. Atualmente, a Petrobras ?puxa? 24 milhões de metros cúbicos de gás natural da Bolívia para uma capacidade total de 30 milhões de metros cúbicos.

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