Economia
Previs�o � de que ind�stria registre maior crescimento
AGÊNCIA BRASIL Brasília O setor da indústria que registra o maior avanço nas previsões de investimentos para este ano é o de bens de consumo. É o que revela a Sondagem Conjuntural da Indústria de transformação ? Quesitos Especiais - divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 2003, 32% das empresas previam maiores investimentos para 2004. Na sondagem de abril, esse percentual passou para 62% das empresas pesquisadas. Entre os produtores de bens de consumo o maior destaque é o setor de alimentos (18% previam investir mais em 2004 e 66 % previram mais investimentos para 2005), seguidos pelos setores de vestuário e calçados (de 8% para 65%), produtos farmacêuticos e veterinários (de 39% para 78%) e material de transporte (de 51% para 74%). No caso dos setores intermediários, 70% das empresas manifestaram intenção de aumentar os gastos, contra os 39% que tinham essa intenção em 2003. O principal avanço ocorreu na indústria química (de 55% para 85%). O setor de material de construção é o único que apresenta aumento em todas as previsões de investimento feitas de 2003 a 2005. Entre as empresas consultadas, 39% informaram que vão investir mais em 2005 em comparação com 2004. Em outubro de 2003, 23% dos empresários do setor fizeram uma previsão otimista de investimentos e esse percentual subiu para 38% em outubro de 2004. No setor de bens de capital (máquinas e equipamentos para a indústria), o estudo indica queda nas previsões. Em outubro de 2003, 73% das empresas previam investimento maior no ano seguinte; em outubro de 2004 essa previsão passou para 65% e, na previsão de abril deste ano, a proporção caiu para 50% do total de empresários. Para 46% dos empresários a carga tributária é o fator que mais dificulta o setor, seguida das incertezas na demanda e do custo do financiamento. No caso dos impostos, as queixas são de todos os setores, com exceção do de material de construção civil. Os destaques foram para material de transporte (de 70% contra 52%, em 2004); produtos farmacêuticos (de 54% contra 36%); vestuário e calçados (53% contra 48%) e alimentos (52% contra 27%).