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Cultura do teletrabalho ainda � pouco difundida no Pa�s

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A idéia de trabalhar em casa gera sempre certa discussão. Alguns preferem o escritório, porque acham importante marcar presença na empresa e, principalmente, diante do chefe. Já outros sonham com a possibilidade de conciliar seus compromissos profissionais com a vida pessoal, indo, portanto, a favor do trabalho em casa. Porém, prós e contras à parte, o Brasil ainda está um pouco distante de tornar esta alternativa uma rotina. Segundo informações divulgadas pelo Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), em seu boletim ?Administrador Profissional?, no País a modalidade ainda é restrita, basicamente, às grandes empresas. Ainda de acordo com o CRA-SP, a IBM, por exemplo, mantém trabalhando em casa, atualmente, 14 pessoas. Uma pesquisa interna revelou, entretanto, que 650 funcionários estão interessados nesta forma de atuação. Porém, a conquista não é gratuita. A IBM impõe algumas regras de seleção para determinar se o funcionário se enquadra ou não nesta modalidade de trabalho: o tempo gasto na rua, por exemplo, deve representar 80% do seu dia. Outro ponto: o funcionário deve ter profundo conhecimento do que faz, executando plenamente suas funções sem a necessidade de supervisão. De acordo com pesquisa realizada pela empresa de consultoria Gartner, também divulgada pelo CRA-SP, a estimativa é que, até o final de 2008, 41 milhões de pessoas no mundo estarão trabalhando em casa pelo menos um dia por semana. Fazer da sua casa um escritório requer algumas condições mínimas. O acesso à internet é fundamental para o envio de relatórios, troca de informações com a empresa e também com clientes. Portanto, o empregado deve ter certos recursos custeados pela empresa, como banda larga, telefone, energia, entre outros. Talvez aí resida um ponto polêmico: enquanto algumas empresas enxergam no trabalho em casa uma maneira de reduzir seus custos, repassando estas despesas para o próprio funcionário, alguns trabalhadores encontram como principal vantagem a idéia de poderem ?relaxar? e trabalhar menos, já que ninguém controlará seus horários. Vale destacar que se tratam de dois casos extremos que, com um conceito errado do teletrabalho, podem reduzir bastante as chances do processo dar certo. Justamente para estruturar a alternativa e fazer dela uma realidade mais presente, especialistas no assunto estiveram reunidos em Montevidéu (Uruguai), recentemente, para discutir projetos de Teletrabalho para aplicação na América Latina e no Caribe. Dos 16 trabalhos apresentados, cinco foram pré-aprovados, sendo dois brasileiros. A proposta é capacitar pessoas em Tecnologia da Informação e Comunicação Básica (Internet, Teletrabalho e Empreendedorismo), incluindo convênios com entidades e associações, bem como bancos de microcrédito.

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