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Londres quer perd�o para pa�ses pobres

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O ministro britânico de Economia e Finanças, Gordon Brown, anunciou na sexta-feira que a Grã-Bretanha proporá aos países mais ricos um plano Marshall para a África e para outras nações em desenvolvimento, o que prevê o perdão de 100% da dívida dos países mais pobres do planeta. A proposta britânica será feita primeiro aos ministros das Finanças do Grupo dos sete países mais industrializados, G-7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão), em reunião que começa na próxima sexta-feira. Mais tarde, o plano será apresentado ao mundo durante o encontro do G8 (G7 mais a Rússia), de 6 a 8 de julho em Gleneagles, na Escócia, acrescentou Brown. ?Esta proposta pressupõe um novo acordo entre países ricos e pobres, um novo plano Marshall para África e para o mundo em desenvolvimento?, afirmou o ministro britânico das Finanças. Em discurso em Edimburgo, Brown explicou que os fundos obtidos com o perdão da dívida serão destinados à educação e à saúde. O ministro britânico explicou ainda que este alívio da dívida será traçado até 2015, sendo destinados cerca de 15 bilhões de dólares para o perdão e o reembolso da dívida a instituições internacionais. ?Queremos que os países ricos se comprometam a perdoar estas dívidas, que custam a cada ano aos países pobres entre um bilhão e dois bilhões de dólares?, afirmou Brown. ?Este alívio da dívida representa até 2015 cerca de 15 bilhões de dólares para os países pobres?, destacou o ministro. ?Além disso, queremos um acordo dos países ricos em dinheiro adicional para assistência aos países pobres?, acrescentou. ?Confiamos na possibilidade de conseguir em Gleneagles um acordo por meio do qual faremos muito mais para ajudar o desenvolvimento e aliviar a dívida dos países pobres?, enfatizou Brown, em entrevista à imprensa após seu discurso. O Plano Marshall original -impulsionado pelos Estados Unidos para ajudar na recuperação da Europa depois da II Guerra Mundial - foi um sucesso e contribuiu para que os anos do pós-guerra fossem o período de maior crescimento econômico da história do velho continente. Este plano recebeu este nome porque foi lançado por George C. Marshall, secretário de Estado dos Estados Unidos, em 1947.

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