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Alta de juros acaba este m�s, dizem economistas

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PAULA DIAS Globo Online O ciclo de aumentos da taxa Selic deverá ser interrompido na próxima semana, na reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom). Essa é a opinião de economistas após a divulgação do IPCA de maio. O IPCA é a referência de metas de inflação do governo e será observado com atenção na reunião do Copom. A taxa caiu de 0,87% para 0,49% entre abril e maio. O Copom elevou a taxa Selic nove vezes, desde setembro passado. A taxa básica da economia subiu 16% para 19,75% ao ano nesse período. Para justificar a aposta na manutenção da taxa, os analistas citam, além da desaceleração da inflação corrente, a acomodação da atividade econômica e a redução da expectativa de inflação no mercado financeiro. O economista-chefe do Sul América Investimentos, Newton Rosa, é um dos economistas que acreditam que desta vez o Copom manterá inalterado o percentual da Selic. Ele afirma que a inflação corrente, mostrada como o principal temor exposto na ata da última reunião do comitê, já arrefeceu. ?Os dados divulgados nos últimos dias mostram uma desaceleração da inflação ao consumidor, com menor pressão dos preços administrados e também dos preços livres. E esse arrefecimento está tendo impacto no mercado, como tem mostrado o Boletim Focus?, disse Rosa. Desaceleração A consultoria GRC Visão alterou sua perspectiva para a reunião do Copom deste mês. Segundo Fábio Ono, economista da consultoria, a previsão anterior era de uma elevação de 0,25 ponto percentual, mas agora é esperada a manutenção da Selic nos atuais 19,75% ao ano. A expectativa da GRC para o final do ano é de uma taxa de 18,75% ao ano. A manutenção, segundo Ono, levaria em conta um conjunto de fatores, que passam por vários fundamentos econômicos e também considera influências políticas. Apesar da autonomia do Banco Central, há um desejo político pela interrupção dos aumentos, que combina com a melhora dos fundamentos econômicos. ?Houve uma desaceleração importante da economia no primeiro trimestre e o crescimento da produção industrial foi muito pequeno também. Além disso, os índices de inflação se desaceleram e há três semanas que o mercado vem reduzindo a expectativa de inflação para este ano?, afirma o economista. Os economistas Marcelo Salomon, do Unibanco, e Wladimir Caramaschi, da Fator Corretora, também apostam na manutenção da Selic neste mês. A desaceleração da inflação corrente é mais uma vez apontada como fator importante a ser observado pelos diretores do BC, justamente por conta do temor mostrado pelo Copom na última ata. Chama a atenção também o lado da atividade econômica, que dá sinais de acomodação.

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