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Ministro da Fazenda n�o descarta ajuste fiscal maior

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O ministro Antonio Palocci comemorou os dados sobre a inflação e do emprego em maio. Na sua avaliação, o recuo da inflação no atacado e no varejo mostra que o Banco Central acertou na política monetária. Evitando fazer comentários sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá a taxa de juros na semana que vem, ele declarou que o BC vai analisar se a elevação dos juros já produziu os efeitos esperados, levando ao fim da trajetória de alta. ?O mais importante é que o esforço já deu resultado?, disse. Palocci afirmou também que não existe discussão neste momento na equipe sobre uma eventual elevação do superávit primário (economia do setor público para pagamento de juros). Apesar do esforço fiscal nos últimos 12 meses acumular 5,3% do PIB, ele declarou que a meta para este ano (4,25%) não será alterada. Palocci não descartou, porém, um ajuste fiscal maior, ao falar que o governo não deixará de fazer o esforço necessário para manter a estabilidade. ?Mas os 4,25% são suficientes neste momento?, disse. Um eventual aumento do superávit poderia aliviar o aperto da política monetária. Isso porque, gastando menos, o setor público faria menos pressão sobre a inflação, cujo controle é o principal foco do BC. A crise política aumentou o debate na equipe econômica sobre a possibilidade de um ajuste fiscal de 4,5% do PIB para mostrar que a crise não interferirá na condução da economia.

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