Economia
Mercado reduz previs�o de PIB
ANa PAULA RIBEIRO Folha Online Os analistas do mercado financeiro reduziram novamente as previsões de crescimento para este ano. A previsão é que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha um crescimento de 3,12% em 2005, ante 3,27% da semana anterior. No ano passado, a economia brasileira cresceu 4,9%, segundo dado revisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o ano que vem, a projeção foi mantida em 3,5%. As projeções fazem parte do boletim Focus, feito semanalmente pelo Banco Central (BC). Já a expectativa de crescimento da produção industrial teve um pequeno aumento, passando de 4,08% para 4,14%. A previsão de superávit comercial ? saldo positivo entre exportações e importações ? foi mantida em US$ 35 bilhões. Para o ano que vem, os analistas esperam que a balança comercial tenha um saldo positivo de US$ 29 bilhões. Ainda de acordo com o boletim Focus, o dólar deverá encerrar o ano cotado a R$ 2,67. A previsão é a mesma da semana anterior. Para o ano que vem, o mercado prevê um dólar cotado a R$ 2,85. Copom Os analistas financeiros reduziram pela quarta semana consecutiva a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano e mantiveram a expectativa em relação aos juros. A redução ocorre após o Banco Central ter elevado as taxas de juros por nove vezes consecutivas. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) se reúne para decidir o futuro da taxa Selic, que hoje está em 19,75% ao ano. A projeção do mercado é que o BC irá optar pela manutenção da taxa neste mês. De acordo com o boletim Focus, pelo BC, os analistas esperam que o IPCA termine o ano em 6,21%, ante previsão de 6,32% na semana passada. Esse valor está acima do objetivo do BC, que é uma inflação medida pelo IPCA de 5,1% em 2005, mas dentro do intervalo de tolerância da meta, que permite alta de até 7% nos preços. Para o ano que vem, a expectativa do mercado foi mantida em 5%. A meta de inflação em 2006 é de 4,5%. Desde setembro do ano passado o BC promove elevações na taxa básica de juros, a Selic, como forma de tentar controlar a inflação. A previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve uma pequena queda e passou de 6,04% para 5,55%. Para o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), a previsão caiu para 5,84%, era de 5,61%. Ainda de acordo com o Focus, a Selic deve cair para 18% até o final do ano, a mesma previsão da semana anterior. Para o ano que vem, a previsão é de 15,5% ao ano.