Economia
Setor privado soma 12 milh�es de sacas
AGÊNCIA ESTADO O governo ainda não divulgou oficialmente, mas os estoques de café em poder da iniciativa privada somam entre 11,5 milhões e 12,5 milhões de sacas de 60 quilos. A informação foi obtida com uma fonte do governo que teve acesso aos dados levantados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A Conab já realizou dois levantamentos sobre o volume dos estoques privados. No entanto, esta é a primeira vez que a pesquisa é feita com intenção de divulgação. Os dados foram coletados em abril, mas até agora o Ministério da Agricultura não detalhou os resultados da pesquisa. O secretário de Produção e Agroenergia da pasta, Linneu Costa Lima, prometeu divulgar os números no começo do mês, durante evento que reuniu representantes do setor cafeeiro em São Paulo, mas não apresentou a estimativa. Naquela ocasião, houve uma reunião entre o governo e a iniciativa privada, na qual os números da Conab seriam checados com os dados de estoque de produtores, indústria (torrado, moído e solúvel) e exportadores. ?Caso não haja discordância, o resultado será divulgado?, disse na época o diretor do Departamento de Café (Decaf), Vilmondes Olegário, do Ministério da Agricultura. Esperava-se que a pesquisa fosse anunciada pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, durante jantar em que recebeu homenagem dos exportadores como ?Personalidade de 2005?. O assunto sobre os estoques privados, no entanto, ficou no ar, sem definição. ?O número da primeira estimativa da Conab para os estoques privados de café ficará muito próximo a 12 milhões de sacas?, informou o interlocutor em Brasília. Ele lembrou que 80% dos grãos são de café arábica e estão estocados em Minas Gerais, maior Estado produtor de café do País. Na quarta passada, o Conselho Nacional do Café (CNC) divulgou que o volume dos estoques nas cooperativas era de 2,946 milhões de sacas no dia 31 de maio. O resultado representa aumento de 35,4% em relação ao mesmo mês de 2004. Crise política O ministro da Agricultura Roberto Rodrigues disse na última sexta-feira, em entrevista coletiva na Feicorte, em São Paulo, que a crise política não deve atrapalhar as negociações da área agrícola. Nas palavras de Rodrigues, ?o ministro é técnico e os assuntos são técnicos, não há vinculação política?. Segundo ele, as questões tratadas com a área econômica do governo são eminentemente técnicas e não há nenhuma expectativa de ?contaminação? com a questão política. Com relação aos recursos para o Plano de Safra 2005/06 o ministro afirmou que o assunto vem sendo tratado com a área econômica do governo e deve ser discutido na próxima terça-feira numa reunião da bancada da Agricultura com o ministro da Fazenda Antonio Palocci. A reunião será no gabinete do ministro Roberto Rodrigues às 9 horas. ?É quase uma finalização dos assuntos relacionados aos problemas enfrentados pelo setor agrícola quanto às políticas de comercialização, como AGF, PEP e contratos de opções, especialmente para o arroz no Rio Grande do Sul e algodão no Centro-Oeste?.