Economia
Pindorama vai montar destilaria no TO
PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia Em abril, dois representantes do governo do Tocantins estiveram em Alagoas para convidar plantadores de cana-de-açúcar e produtores de açúcar e de álcool para conhecer seu Estado e as vantagens de se investir lá. Depois desse encontro, no feriado do Dia do Trabalhador, foi a vez de um grupo de alagoanos interessados na proposta ir até o Tocantins ver de perto as condições climáticas e topográficas do lugar e conhecer outras forças políticas tocantinenses. Agora, o que antes era apenas um flerte está prestes a se tornar um casamento. Um grupo formado por 150 empresários ? 100 de Alagoas e mais 50 tocantinenses ? vão investir numa destilaria no Tocantins. A empresa vai operar em regime de cooperativa com o know how de uma autoridade no assunto: a Cooperativa Pindorama. Dos 100 alagoanos, metade serão cooperados da Pindorama e 50 são produtores de cana-de-açúcar alagoanos. ?Só falta agora a gente definir em qual área do Tocantins será instalada a nova destilaria?, afirma Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama. ?A princípio, pretendemos investir apenas na produção de álcool que é mais barato. A produção de açúcar ficará para uma segunda fase de investimentos?, explica. Segundo Santos, para implantação da nova destaria no Tocantins serão aplicados R$ 100 milhões no parque industrial. ?Mas faremos outro investimento conjunto na aquisição de, pelo menos, 25 mil hectares de terra para produzir 1,5 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. Parte dos recursos e tecnologia serão próprios da Pindorama. Outra parte será fruto de financiamento do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e talvez do Banco Mundial (BID). Aliança ?Ninguém é forte sozinho?, diz Klécio Santos, repetindo o slogan da Cooperativa Pindorama. Com a frase, ele define que a decisão de fazer o investimento conjunto consiste em diminuir os riscos iniciais do negócios mas também na união de forças empresariais. ?O governo do Tocantins tem mostrado grande interesse nesse investimento e nossas chances de êxito são grandes?, afirma Santos animadamente. Além dos incentivos oficiais, o presidente da Cooperativa indorama destaca que os preços negociados na aquisição de terra no Tocantins são muito atrativos. ?Lá o valor do hectare de terra é bem mais baixo do que aqui?, diz. As principais atividades econômicas do Tocantins são a produção de soja e de pecuária de corte. Visando aumentar a oferta de empregos no seu Estado, o governo tocantinense quer criar novas laternativas produtivas e está apostando da produção de açúcar e de álcool que é uma atividade que requer usso intensivo de mão-de-obra.