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Economia

Desemprego tem queda de 10,2%

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O GLOBO A taxa de desemprego teve em maio a primeira queda significativa do ano, recuando para 10,2%, a mais baixa registrada em 2005, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi de 0,6 ponto percentual frente a abril (10,8%) e de 2 pontos percentuais na comparação com maio do ano passado (12,2%). O rendimento médio real, estimado em R$ 932,80, caiu 1,5% frente a abril, a segunda queda seguida do ano. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), esta perda foi conseqüência da redução de 1,2% no rendimento dos empregados no setor público, além da perda no poder de compra nos rendimentos dos trabalhadores por conta própria (-3,3%) e empregadores (-2,2%). O rendimento dos empregados no setor privado, por sua vez, não se alterou. Em relação a abril, o contingente de pessoas trabalhando com carteira assinada cresceu 1,8%, representando um aumento de 141 mil pessoas nas seis regiões. O número de pessoas desocupadas caiu 5,1% frente a abril e 15,6 % em relação a maio de 2004. Já a população ocupada cresceu 1,2 % de abril para maio e 3,8% na comparação com maio do ano passado. Entre os grupos de atividade os destaques positivos de abril para maio foram a indústria, que teve aumento de 101 mil postos, e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,3%), cujo crescimento de 4,8% no Rio de Janeiro foi o que mais colaborou nessa movimentação. regiões No mês passado, o IBGE identificou uma mudança no comportamento da taxa de desemprego desde o início do ano, com piora no rendimento, perda no contingente de trabalhadores da indústria e redução do número de empregados com carteira assinada. Os fatores inibidores ao melhor desempenho do mercado de trabalho foram a alta dos juros e a taxa de câmbio desfavorável para exportadores. Desde setembro do ano passado, o Banco Central elevou a taxa básica de juros nove vezes seguidas. No período, a taxa passou de 16% para 19,75% ao ano. Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o BC interrompeu o ciclo de aumentos e optou por manter a taxa no mesmo patamar. Segundo o IBGE, entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas, a maior taxa foi verificada em Salvador (15,9%). As demais regiões apresentaram os seguintes índices: Recife (12,8%), e Belo Horizonte (8,9%), Rio de Janeiro (8,5%), São Paulo (10,5%) e Porto Alegre (7,2%). E, de acordo com a consultoria GRC Visão, a desaceleração da economia, apontada pelo crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, deve afetar as campanhas salariais do segundo semestre e, conseqüentemente, o bolso do trabalhador. A recuperação da renda e a criação de vagas serão afetadas com essa ?freada? da economia.

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