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Consignado cresce 120% em 12 meses

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ENIO VIEIRA O Globo Relatório sobre juros e spreads do Banco Central (BC) divulgado ontem indica que a taxa média do crédito consignado caiu de 36,7% ao ano em abril para 35,6% ao ano em maio. O volume de crédito com desconto em folha cresceu R$ 1,3 bilhão só no mês passado, elevando a carteira de R$ 16,570 bilhões para R$ 17,827 bilhões. Nos últimos doze meses, o volume de crédito consignado cresceu 120%. Em movimento contrário, a taxa média de juros bancários subiu de 48,4% ao ano em abril para 49,4% ao ano em maio. O aumento ocorreu sobretudo nos empréstimos para pessoa física, nos quais a taxa subiu de 64,5% ao ano para 65,7%. Nos empréstimos para pessoa jurídica, a taxa subiu de 33,3% ao ano para 33,7%. Já os juros do cheque especial para pessoa física ficaram estáveis em 147,6% ao ano no mês de maio. Por sua vez, a taxa de juros para compra de veículos apresentou uma ligeira alta, passando de 37% ao ano em abril para 37,4% em maio. A taxa de inadimplência caiu de 7,9% em abril para 7,4% em maio, segundo o BC. O volume de crédito com recursos livres subiu de R$ 299,5 bilhões para R$ 302,4 bilhões em maio, puxado unicamente pelos empréstimos para pessoa fisca, que subiram de R$ 129,8 bilhões para R$ 134,4 bilhões. Nos últimos doze meses, o volume de crédito cresceu 36,8% para pessoa física e 12% para empresas. O volume total de crédito cresceu 21,8% no período. O juro do crédito pessoal subiu 2,2 pontos, passando de 75% para 77,2% ao ano. PIB O volume das operações de crédito cresceu 0,5% no mês de maio, atingindo R$ 518,3 bilhões. A expansão foi menor que nos meses anteriores, nos quais os empréstimos totais vinham crescendo acima de 1%. A tendência provocou um aumento acumulado nos últimos 12 meses de 18,4%. O crédito é um dos fatores importantes para aumentar nosso desenvolvimento. Hoje, o total da carteira de crédito corresponde a 27,2% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, contra equivalência de 25,5% do PIB em maio do ano passado, conforme mostra o relatório de maio sobre Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro, apresentado nesta sexta-feira pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Segundo ele, o aumento foi sustentado basicamente pelo aumento dos empréstimos a pessoas físicas, notadamente da modalidade de crédito pessoal, inflada pelas compras do Dia das Mães. Foi exatamente aí que houve maior elevação da taxa de juros no mês, com os bancos cobrando em média 77,2% ao ano, ante 75% em abril.

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